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Vale,Xstrata e Rio disputam mina de US$2 bi na Mongólia

Por Joseph Chaney e Michael Flaherty HONG KONG (Reuters) - A Vale, a Xstrata e a Rio Tinto estão entre as companhias que apresentaram propostas para desenvolver a mina de carvão de Tavan Tolgoi, na Mongólia, avaliada em 2 bilhões de dólares, segundo duas fontes com acesso direto ao assunto.

Reuters |

O governo da Mongólia contratou o Deutsche Bank e o JP Morgan para vender até 49 por cento de participação no depósito. A BHP Billiton e a gigante do carvão China Shenhua Energy também fizeram propostas, segundo as fontes.

A Tavan Tolgoi, normalmente chamada de o maior depósito não utilizado de carvão para coqueificação do mundo, tem reservas de 6,5 bilhões de toneladas e também está atraindo propostas de consórcios japoneses, russos e de empresas coreanas, disse uma das fontes.

Mas a Shenhua, que analistas consideram há tempos como a principal ofertante por causa da proximidade da China com a Mongólia, pode não ter um status de líder no processo, afirmou a fonte.

"Não seria um lance errado imaginar que a Shenhua é parte que vai conseguir esse desenvolvimento", afirmou um membro de um banco de investimento baseado em Hong Kong, acrescentando que o governo mongol está inclinado em direção a um grupo internacional e diversificado.

As fontes pediram para não serem identificadas por causa da natureza sensível do processo, que está em etapa preliminar.

As propostas têm sido entregues em diferentes formas, algumas são ofertas detalhadas de desenvolvimento do depósito e outras são expressões de interesse de uma página, afirmou o membro do banco de investimento.

"Basicamente, carvão de coque de boa qualidade é uma commodity bem escassa no longo prazo e tais ativos tão grandes são difíceis de aparecer, então as empresas com visão de longo prazo podem considerar os ativos atraentes", disse Malcolm Southwood, analista do Goldman Sachs, em Melbourne.

Uma oferta restrita no ano passado ajudou a mais que dobrar o preço do carvão de coque duro, que é usado no setor de siderurgia, para 300 dólares a tonelada, uma vez que siderúrgicas ao redor do mundo consumiram grandes quantidades da commodity quando o mercado ainda estava passando por expansão acelerada.

Apesar dos preços terem desabado desde o boom após a queda na demanda por aço, analista afirmam que o cenário de longo prazo para os preços de carvão de coque duro continua robusto.

DIFICULDADES

Informações da imprensa indicam uma série de interessados em potencial, como a japonesa Itochu Corporation e a Peabody. Mas o processo tem sido atravancado por atrasos uma vez que a Mongólia limpa suas leis de mineração. Nenhum cronograma para o desenvolvimento da mina foi confirmado.

"É um ativo fabuloso e isso representará uma grande oportunidade para quem fizer a oferta vencedora, e certamente nós adoraríamos ver esse ativo colocado em ação o quanto antes", disse Andrew Driscoll, diretor de pesquisa de recursos naturais na CLSA.

A versão de 2006 da legislação de mineração permitia ao Estado compartilhar uma parcela de até 34 por cento dos depósitos encontrados com fundos privados e até 50 por cento dos descobertos com recursos estatais. A Mongólia desde então tem adiado a revisão da lei.

A BHP tinha ganho originalmente o direito de desenvolver a mina de Tavan Tolgoi na década de 1990, mas chegou à conclusão de que não era economicamente viável na época e devolveu a licença à Mongólia.

A venda da Tavan Tolgoi, que significa "cinco cabeças" por causa do contorno do local rodeado por morros, pode dar à Mongólia, que tem renda per capital anual de 1.200 dólares, até 2 bilhões de dólares, mais receitas geradas por sua participação majoritária.

A endividada Rio Tinto, que na semana passada fechou acordo para receber quase 20 bilhões de dólares em investimentos da produtora estatal chinesa de alumínio Chinalco, já tem um projeto conjunto na Mongólia com a canadense Ivanhoe Mines, o depósito de ouro e cobre de Oyu Tolgoi.

Representantes de Vale, Xstrata e Shenhua não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto. BHP e Rio não se pronunciaram quando procuradas pela Reuters.

(Reportagem adicional de James Regan em Sydney e Fayen Wong em Perth)

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