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Vale tenta melhorar imagem e promete criar 10 mil empregos

A mineradora Vale entrou em 2009 disposta a reverter os prejuízos causados à sua imagem pelo anúncio das demissões de 1,3 mil funcionários em novembro por causa da crise internacional. Com um anúncio de página inteira publicado, no último domingo, nos principais jornais do País, a empresa destacou que o número de trabalhadores cresceu em 5 mil ao longo de 2008.

Agência Estado |

E ainda prometeu gerar 10 mil empregos até 2011, quando novos projetos da companhia vão entrar em operação.

Para o diretor executivo de Gestão e Sustentabilidade da Vale, Demian Fiocca, o ambiente de grande incerteza trouxe uma "visibilidade excessiva" ao ajuste feito pela Vale para se adequar ao cenário de queda de demanda por causa da crise global. Na época, a empresa cortou produção e anunciou férias coletivas e demissões em suas operações no Brasil e no exterior.

O diretor lembra que a Vale tem como estratégia começar o ano com anúncios publicitários traçando um balanço das atividades. Mas admite que o informe publicado teve como objetivo esclarecer a sociedade que as demissões de novembro ainda representam um porcentual inferior ao saldo de contratações realizadas pela mineradora ao longo de 2008.

"A Vale começou 2008 com 42 mil empregados no Brasil e encerrou o ano com 47 mil. Para 2009, nosso compromisso com o desenvolvimento do País continua", diz o anúncio. Como toda grande empresa, observa Fiocca, a Vale tem uma movimentação intensa em seu quadro de funcionários por causa do número de projetos em que está envolvida. "A do fim do ano (movimentação) ganhou uma visibilidade excepcional porque a pauta sobre se o Brasil sofreria com as turbulências internacionais estava muito intensa." E completou: "A Vale é uma das empresas que mais investem, ela tem uma imagem boa".

De qualquer forma, a imagem da companhia sai arranhada do episódio envolvendo as demissões do fim do ano, conforme o presidente do Sindicato dos Ferroviários de Minas Gerais e Espírito Santo, João Batista Cavalieri, que também ocupa uma cadeira no Conselho de Administração da Vale como representante dos empregados.

Segundo Cavalieri, é difícil explicar para a sociedade que uma empresa com lucros tão expressivos como os da mineradora brasileira precise demitir para se adequar ao cenário de demanda mais fraca. "É claro que desgasta a imagem. Nesse momento, a empresa que conseguir não demitir sairá com uma imagem mais positiva."

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