Um estudo feito pela consultoria DeGolyer & MacNaughton mensurou, pela primeira vez, os recursos de óleo e gás natural da mineradora Vale. O trabalho certificou reservas potenciais de 210 milhões de barris e um potencial de produção de 58 mil barris por dia em 2017.

Um estudo feito pela consultoria DeGolyer & MacNaughton mensurou, pela primeira vez, os recursos de óleo e gás natural da mineradora Vale. O trabalho certificou reservas potenciais de 210 milhões de barris e um potencial de produção de 58 mil barris por dia em 2017. Em nota, a Vale destacou que o volume apurado pela consultoria especializada em serviços para a indústria petrolífera inclui quantidades de óleo e gás que não são classificadas como reservas provadas. "Porém espera-se que as quantidades se tornem reservas provadas e sejam produzidas no futuro", informa a Vale. Aposta bem-sucedida. A certificação de reservas anunciada pela empresa foi interpretada por analistas financeiros como um sinal de que a companhia foi bem- sucedida ao investir no setor. "É uma notícia positiva porque permite a empresa reduzir custos no futuro", destaca Leonardo Alves, da Link Corretora. Desde que começou a investir no segmento de exploração de petróleo e gás, com a compra em 2007 de blocos offshore na 9ª Rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a mineradora vem frisando que seu interesse no setor tem como pano de fundo a garantia do fornecimento de energia, um dos principais itens no custo de sua produção. A Vale detém atualmente 23 blocos offshore, que reúnem 14 concessões (seis estão na Bacia de Santos, quatro na Bacia do Espírito Santo e quatro na Bacia do Pará-Maranhão), além de duas concessões onshore na Bacia do Parnaíba. "É uma estratégia bem-sucedida, já que a companhia está conquistando reservas que podem atender sua demanda de energia", disse o analista da área de petróleo do Banco do Brasil, Nelson Rodrigues de Mattos. Ele destacou, porém, que o volume não é significativo. "Considerando volumes do pré-sal, ou mesmo o que outras empresas certificaram, como é o caso da OGX, esse volume não tem impacto algum para o mercado", disse o analista do BB.

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