A Vale recebeu hoje licença prévia do projeto Aços Laminados do Pará (Alpa) da governadora do Estado, Ana Julia Carepa. O documento foi entregue ao presidente da Vale, Roger Agnelli, em Marabá, onde será instalada a siderúrgica.

A Vale recebeu hoje licença prévia do projeto Aços Laminados do Pará (Alpa) da governadora do Estado, Ana Julia Carepa. O documento foi entregue ao presidente da Vale, Roger Agnelli, em Marabá, onde será instalada a siderúrgica. Em nota, o executivo afirmou que o papel da Vale é "fomentar o crescimento da produção siderúrgica no Brasil e, para isso, estamos buscando as melhores tecnologias, os melhores processos". Os investimentos na Alpa vão somar R$ 5,2 bilhões. A Vale prevê que a siderúrgica terá capacidade de produção anual de 2 milhões de toneladas de placas e 500 mil toneladas de laminados - bobinas a quente e chapas grossas. A empresa vai utilizar o minério de ferro extraído de Carajás, no município de Parauapebas (PA). O projeto inclui, além da siderúrgica, a construção de acesso ferroviário para receber minério de Carajás de terminal fluvial no rio Tocantins e carvão mineral e escoar a produção siderúrgica até o Terminal Portuário de Vila do Conde, em Barcarena (PA). Segundo a Vale, a terraplenagem deve começar em junho e as demais etapas das obras, em outubro. A previsão de início das operações da usina é novembro de 2013. A Vale também tem investimentos na Companhia Siderúrgica Ubu (CSU), na ThyssenKrupp CSA e na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A unidade da CSU, com capacidade para produzir 5 milhões de toneladas de placas por ano, deve entrar em operação em 2014. A ThyssenKrupp CSA terá capacidade de 5 milhões de toneladas de placas de aço, com previsão de começo das operações para o primeiro semestre deste ano. Já a CSP, em parceria com a coreana Dongkuk, terá capacidade anual de 3 milhões de toneladas de placas de aço na primeira fase e entrará em operação em 2013. No início da semana, o presidente da Vale, Roger Agnelli, defendeu o aumento da produção siderúrgica no Brasil. "Temos o minério mais barato do mundo no Brasil, mas temos também o aço mais caro. Alguma coisa não está fechando", disse Agnelli, na ocasião.
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