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Vale pode ter sido vítima de roubo de madeira, diz Agnelli

RIO - O presidente da Vale, Roger Agnelli, não descartou a possibilidade de que tenha havido roubo de madeira cortada pela empresa na região de Paragominas, no Pará. Ontem, o Ibama aplicou multa de R$ 5 milhões à empresa por suposta venda ilegal devido à diferença entre o volume de madeira encontrado pela fiscalização e o volume autorizado para corte.

Valor Online |

Ontem, em nota, a empresa havia negado a venda ilegal e creditara a diferença a um erro de cálculo, já que em inventário florestal havia requerido a extração de 11,6 mil metros cúbicos de madeira para estabelecimento de lavra de bauxita. A fiscalização encontrou apenas 2,7 mil metros cúbicos.

Ali naquela região é complicado. Pode até ter havido, com alguma dose de probabilidade, roubo da madeira cortada, disse Agnelli, que participou hoje de assinatura de acordo com o Ministério do Meio Ambiente para garantir fornecimento de minério de ferro apenas a produtores de ferro-gusa que comprovem a utilização de madeira certificada.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou que a multa mostra que o acordo firmado hoje com a Vale não significa submissão entre as partes. Minc afirmou que a fiscalização autuará qualquer empresa em caso de irregularidade e frisou que as empresas, da mesma maneira, criticarão possíveis demoras na concessão de licenças ambientais.

Isso só mostra que quando se faz um bom acordo a fiscalização continua independente. Não fui cooptado pela Vale. E a Vale terá razão de reclamar se houver demora nas licenças, explicou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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