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RIO - A Vale estima bater o recorde trimestral de embarque de minério de ferro para a China no primeiro trimestre deste ano. A expectativa é de que os embarques para o país asiático atinjam 30 milhões de toneladas entre janeiro e março, enquanto a estimativa do total de embarques do produto é de 50 milhões de toneladas no período.

O diretor-executivo de Finanças e de Relações com Investidores da Vale, Fábio Barbosa, afirmou que o aumento dos embarques para a China é um "alento", mas não significa que o problema do desaquecimento da demanda mundial esteja resolvido.

"Ainda é cedo para falarmos de uma mudança no cenário", frisou Barbosa, durante apresentação dos resultados da companhia no ano passado. "Ainda estamos abaixo do volume de minério embarcado no terceiro trimestre (de 2008), de 80 milhões de toneladas", acrescentou.

O executivo ressaltou que a empresa continua em busca de boas oportunidades em produtos como carvão e fertilizantes. Barbosa lembrou do projeto de fosfato no Peru, onde a empresa aposta no projeto Bayóvar, que poderá produzir 3,9 milhões de toneladas anuais do produto a partir de 2010, com um investimento de US$ 540 milhões. A empresa produz 750 mil toneladas de potássio em Sergipe e estuda projeto para produção de 1 milhão de toneladas anuais de potássio na Argentina.

"O investimento em fertilizantes é importante, já que hoje não conseguimos suprir a demanda brasileira", disse o diretor. Barbosa não deu detalhes sobre a disputa por uma reserva de carvão na Mongólia, mas admitiu que a Vale já está no país asiático "há alguns anos".

"Temos interesses tanto em carvão térmico, quanto em carvão metalúrgico. O produto é estratégico para nós", comentou Barbosa, lembrando dos investimentos da empresa no projeto de Moatize, em Moçambique, que este ano deve receber cerca de US$ 444 milhões este ano.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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