A Vale levantou cerca de US$ 11,45 bilhões em capital com a oferta global de ações, após as despesas da operação, com subscrição e comissões, informou hoje a mineradora, em um comunicado. O valor, porém, ainda não considera o exercício da opção de lote suplementar, de até 24,66 milhões de ações preferenciais (PN) adicionais (na forma de ações ou ADSs), direito concedido ao coordenador líder Credit Suisse, em caso de excesso da demanda.

O fechamento da operação está previsto para a próxima terça-feira (dia 22).

As ações ordinárias (ON) estão sendo ofertadas ao público no Brasil a um preço de R$ 46,28 por ação e as ações PN a R$ 39,90 por ação. Ações ON e PN na forma de recibos de depósitos de ações (ADSs) saíram a US$ 29,00 e US$ 25,00, respectivamente, segundo a Vale.

Sem o lote suplementar, a oferta global envolve 256,926 milhões de ações ordinárias, incluindo pouco mais de 80 milhões de papéis dessa classe na forma de ADSs; e 164,402 milhões de ações preferenciais, das quais 63,506 milhões são ADSs.

Em anúncio da operação publicado hoje nos jornais, a Vale informa que a oferta totalizou R$ 18,45 bilhões, sem contabilizar o lote suplementar. Segundo a companhia, o acionista controlador da empresa, a Valepar, e alguns administradores celebraram acordos de restrição à venda das ações que estão sendo adquiridas na oferta durante um prazo de 90 dias contados a partir da publicação do prospecto definitivo.

Paris

Os negócios com as ações da Vale estréiam na Bolsa de Paris na próxima segunda-feira (dia 21). O presidente da empresa, Roger Agnelli, participará do evento que marcará a entrada da primeira companhia brasileira no mercado francês.

Já listada em Nova York, a Vale escolheu a Euronext Paris como ponto de transação na Europa, em detrimento de Londres, que concentra gigantes, como as mineradoras anglo-australianas BHP e Rio Tinto. (Colaborou Daniela Milanese, de Londres)

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