A Vale negou hoje, em comunicado e em teleconferência com jornalistas, que tenha vendido ilegalmente madeira extraída no Pará. A companhia foi multada ontem em cerca de R$ 5 milhões pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em razão do que seria uma venda ilegal de 9,5 mil metros cúbicos de madeira no município de Paragominas, no Pará.

Segundo o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Vale, Luiz Claudio Castro, o Ibama esperava encontrar um volume de madeira maior do que havia no pátio da companhia porque a mineradora tinha autorização para retirar até 11 mil metros cúbicos de madeira para iniciar a operação da mina de bauxita de Paragominas. No entanto, a Vale afirma ter extraído apenas 2,7 mil metros cúbicos de madeira porque seus cálculos estavam errados. "O Ibama presumiu que o excedente de madeira havia sido vendido, quando na realidade a companhia extraiu menos madeira do que havia estimado", disse.

Para calcular o volume de madeira a ser extraído, a equipe técnica da Vale tomou como amostra uma área que representava 14% do total, o que é um número "acanhado", segundo o executivo. "O ideal seria usar como amostragem cerca de 20% em regiões menos concentradas", afirmou.

Além disso, segundo o executivo, a área usada para amostragem continha uma concentração mais elevada de árvores do que o restante da floresta, o que gerou uma expectativa errônea. Segundo ele, ocorreu a retirada de espécies que não estavam previstas porque a área de amostragem foi feita de forma equivocada. "Foi um erro grave e a companhia já desligou duas pessoas responsáveis por ele", afirmou.

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