Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Vale não pretende mudar projetos por conta de queda no preço do níquel

RIO - A Vale Inco não pretende mudar o cronograma dos projetos em andamento por conta da queda dos preços do níquel nos últimos meses. De acordo com o vice-presidente da executivo da companhia, Parviz Farsangi, os projetos de Goro, na Nova Caledônia, e Onça Puma, no Pará, entrarão em operação em 2009.

Valor Online |

O executivo evitou cravar o comportamento futuro sob preços futuros da commodity e garantiu que, se soubesse a trajetória exata desses preços, "trabalharia por conta própria". Mesmo sem dar números, Farsangi se mostrou animado com a recuperação das cotações do níquel nas bolsas internacionais.

"O que estamos fazendo, nós não vamos mudar. Os preços do níquel vão voltar, mas quando e quanto eu não sei dizer. O que sabemos é que o mundo precisa de níquel", frisou Farsangi que participou da 2ª edição da Americas Nickel Conference, no Rio de Janeiro.

O executivo afirmou que a produção em Goro começará no ano que vem. Segundo ele, a produção do projeto - que terá de capacidade de 60 mil toneladas por ano - deverá ficar entre 16 mil e 17 mil toneladas em 2009.

Já Onça Puma deverá entrar em operação em meados do ano que vem e terá produção modesta em 2009. "O desafio em Onça Puma é maior por causa do treinamento de pessoal, que é novo no Brasil", disse.

Farsangi não revelou os custos de produção dos dois projetos, mas garantiu que ambos são viáveis com o nível atual de preços.

"Goro é viável no longo prazo com quase qualquer preço", ressaltou. "A unidade é um dos melhores ativos de níquel laterítico do mundo", acrescentou.

Apesar do otimismo em relação ao mercado, Farsangi ressaltou que a Vale Inco tem observado atentamente a relação custo/preço nas suas unidades em todo o mundo. De acordo com ele, os ativos no Canadá devem ser menos afetados, dados os menores custos na região. "O impacto será menor no Canadá, porque o custo de capital é substancialmente menor. Mas estamos olhando em todas as áreas, em todos lugares", destacou.

O executivo confirmou ainda a redução na produção da unidade PT Inco, na Indonésia, com corte de 20%, e na planta de Dalian, na China, com redução de 35%.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG