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Vale inicia oferta de ações de até US$ 15 bilhões

A Vale inicia hoje uma rodada de apresentações a investidores (roadshow), com detalhes sobre a oferta pública de ações da companhia. Ontem, os seis bancos que coordenam a operação dispararam e-mails aos participantes do mercado financeiro com convites para um almoço, em São Paulo, com executivos da Vale.

Agência Estado |

No evento, serão divulgados detalhes sobre os planos da companhia e a estrutura da oferta de ações.

Nas últimas semanas, o presidente da Vale, Roger Agnelli, vem negando que a companhia esteja se preparando para a compra de um ativo de peso no exterior. Entretanto, no comunicado de ontem, a mineradora brasileira reitera que os recursos poderão ser utilizados em "aquisições estratégicas" e também para financiar seu plano de investimentos de US$ 59 bilhões. Para realizar a oferta de ações, a Vale ainda precisa do aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que deve ocorrer ainda este mês.

Os rumores de que a Vale estaria de olho na compra de uma grande mineradora no exterior ganharam força em junho, após a empresa anunciar a intenção de reforçar seu caixa com uma oferta de ações. Mas, o tombo dos papéis da mineradora negociados em bolsa de valores pode levar a oferta da Vale a ficar abaixo do teto de US$ 15 bilhões estipulado anteriormente. Pelo atual valor das ações, a oferta arrecadaria US$ 12,8 bilhões. Caso seja colocado um lote suplementar de ações, que tradicionalmente é de 15%, a oferta chegaria a US$ 14,7 bilhões, valor muito próximo da meta divulgada pela companhia. Em alguns casos, as empresas emitem ainda um lote adicional de 20% da oferta inicial.

"Se o papel seguir em queda a empresa pode não obter o valor que esperava", diz o analista da SLW Corretora, Pedro Galdi. Neste ano, as ações preferenciais da Vale caíram mais de 13%, enquanto as ordinárias caíram 11%. Além de ter sido penalizada pela saída de investidores estrangeiros da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Vale também foi afetada pelo receio do mercado em relação à sua estratégia de compras de empresas estrangeiras, que poderá aumentar seu endividamento. O receio é que a dívida maior tire da empresa a classificação de grau de investimento, obtida das agências de rating.

Apesar de ser um momento difícil para realizar uma oferta de ações, com as principais bolsas de valores amargando grandes perdas, os analistas consultados pelo Estado acreditam que a oferta da Vale terá adesão dos investidores, justamente porque o papel está barato.

"O preço está atrativo se levarmos em conta que o mercado de minério de ferro segue positivo mesmo com a mudança do cenário mundial", diz o analista da Brascan Corretora, Rodrigo Ferraz.

Segundo o presidente da Vale, Roger Agnelli, a demanda por minério continua aquecida. "O mercado está positivo, a demanda está forte, a China ainda está crescendo", disse Agnelli, ao inaugurar o escritório da empresa em St. Prex, na Suíça.

Uma evidência de que a tendência do setor é positiva foi o recente anúncio de que a mineradora anglo-australiana Rio Tinto, concorrente da Vale, conseguiu um reajuste de até 100% nos preços de minério de ferro para 2008 junto às siderúrgicas do Japão, Coréia e China.

O aumento ficou acima do obtido pela Vale no início do ano, de 65%, o que indica que a mineradora terá fortes argumentos na mesa de negociações com as siderúrgicas em 2009.

"O reajuste da Rio Tinto sinaliza para um bom desempenho no ano que vem", diz o analista da Corretora Geração Futuro, Carlos Kochenborger.

Ele destaca ainda que o mercado de metais não-ferrosos, como níquel e cobre, também segue firme, com bons preços. O analista lembra que a oferta de R$ 4,4 bilhões em ações da Gerdau, realizada em maio, também ocorreu em um momento difícil para o mercado, mas foi bem sucedida por causa dos bons fundamentos da empresa.

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