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Vale garantiu alta na Bovespa ontem; BC atuou, mas dólar foi a R$ 2,33

SÃO PAULO - A terça-feira terminou sem tendência única nos mercados brasileiros. Notícias pontuais garantiram valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Valor Online |

O dólar tentou cair abaixo de R$ 2,30, mas as compras acabaram falando mais alto. Os contratos de juros futuros retomaram o movimento de baixa depois de dois dias acumulando prêmios.

Em Wall Street, o dia foi positivo, com os agentes assimilando resultados trimestrais dentro do esperado e deixando de lado indicadores econômicos piores do que o previsto, como o índice de confiança do consumidor, que caiu para o menor patamar desde 1967.

No campo político, o presidente os Estados Unidos, Barack Obama, foi ter com os congressistas sobre seu projeto de US$ 825 bilhões para estimular a economia. Obama voltou a pedir que a diferenças política sejam deixadas de lado para a rápida tramitação do plano.

Por aqui, a notícia do dia foi a decisão do governo de passar a exigir licença prévia de importação para mais da metade dos produtos que entram no país. A medida, vendida como necessidade técnica pelo governo para o ajuste de contas com a Receita, não caiu bem no mercado. Os agentes criticaram o intervencionismo, mas o governou negou que a iniciativa possa resultar em atraso nas importações ou maior custo ao importador.

Na Bovespa, o destaque do dia ficou com as ações da Vale, que ganharam valor de forma expressiva em meio aos rumores de que a demanda por minério de ferro voltou a subir na China, onde os estoques estariam abaixo no normal.

O comportamento do papel da Petrobras também mereceu atenção, pois o ativo apresentou variação positiva mesmo com o preço do barril de WTI caindo 9,1% em Nova York.

Com os dois principais ativos em alta, o Ibovespa garantiu valorização de 0,49%, para 38.698 pontos, o terceiro dia seguido de alta. O giro financeiro seguiu baixo, somando R$ 3,18 bilhões. Em Wall Street, a sessão também encerrou no azul. O Dow Jones teve alta de 0,72%, enquanto o Nasdaq subiu 1,04%.

O dólar abriu pressionado para baixo, mas não teve força para seguir perdendo valor e testar preços abaixo de R$ 2,30. Na verdade, as compras se acentuaram no final da tarde, depois que o Banco Central (BC) vendeu moeda a R$ 2,315 no mercado à vista.

Segundo operadores de mercado, a formação da taxa escapa dos negócios de compra e venda no mercado físico. O que influencia o dólar são as apostas no mercado futuro, onde os contratos contra o real passam de US$ 13 bilhões.

O dólar comercial subiu 0,86% e fechou na máxima do dia, a R$ 2,33 na venda. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve valorização de 0,91%, a R$ 2,329. O giro financeiro somou US$ 193,25 milhões.

Os juros futuros começaram o dia em alta, mas o acúmulo de prêmio não se mostrou sustentado e as curvas voltaram a cair de forma acentuada no final do pregão.

Os agentes aguardam a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), mas o consenso é de que a decisão de 11 de março ganhará forma junto com a divulgação dos próximos indicadores de inflação e atividade.

Ao fim do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,17 ponto, a 11,22%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,20 ponto, para 11,43%, e janeiro 2012 apontava 11,68%, com desvalorização de 0,22 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,63%, sem alteração. O vencimento para março subiu 0,01 ponto, também a 12,63%, e Julho de 2009 perdeu 0,07 ponto, para 11,75% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 559.230 contratos, equivalentes a R$ 48,49 bilhões (US$ 20,92 bilhões), montante 48% maior do que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 320.100 contratos, equivalentes a R$ 28,99 bilhões (US$ 12,52 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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