SÃO PAULO (Reuters) - A Vale dará nesta nesta quarta-feira o primeiro passo para a instalação do complexo siderúrgico Aços Laminados do Pará (Alpa), um empreendimento com investimentos de 5,2 bilhões de reais, ao entregar ao governo do Estado o estudo de impacto ambiental. De acordo com comunicado da empresa, os estudos serão encaminhados à Secretaria de Meio Ambiente e são o primeiro passo para a obtenção da licença prévia do empreendimento.

A Alpa é um projeto desenvolvido integralmente pela Vale e tem previsão de capacidade anual de produção de 2 milhões de toneladas métricas de aços semiacabados e 500 mil toneladas de aços laminados.

O complexo, segundo a mineradora, será instalado no município de Marabá, a 485 quilômetros de Belém. A expectativa é que os serviços de terraplanagem comecem em junho de 2010, com entrada em operação da usina em novembro de 2013.

"O estudo considera especificamente o terreno proposto para a construção da siderúrgica, com todas as características ambientais da área. A localização do projeto depende das facilidades logísticas da hidrovia do Rio Tocantins e do Porto de Vila do Conde", disse o comunicado, destacando que a nova siderúrgica agregará valor ao minério de ferro extraído das minas de Carajás.

O empreendimento compreende a instalação de uma usina siderúrgica, para produzir aços laminados e placas; a construção de um acesso ferroviário, para receber o minério de ferro de Carajás; e a construção de um terminal fluvial no rio Tocantins, para receber o carvão mineral e fazer o escoamento da produção siderúrgica.

Atualmente, a Vale está envolvida na viabilização também dos projetos siderúrgicos Companhia Siderúrgica Ubu, no Espírito Santo, com capacidade de produção de 5 milhões de toneladas de placas anuais; ThyssenKrupp CSA, no Rio de Janeiro, com capacidade anual de 5 milhões de toneladas métricas de placas de aço; e Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará, com capacidade de produção anual de 2,5 a 6 milhões de toneladas de placas de aço.

A Vale divulga nesta quarta-feira seu resultado para o terceiro trimestre de 2009, depois de ter anunciado investimentos de 12,9 bilhões de dólares para 2010.

A empresa tem sido pressionada pelo governo brasileiro para investir mais no Brasil, principalmente no setor siderúrgico, para agregar valor ao minério de ferro.

(Por Camila Moreira)

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