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Vale e siderúrgicas puxam queda de 2% na Bovespa

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não escapa da piora de humor nos mercados externos e à queda no preço de algumas commodities e segue operando em território negativo. Por volta das 13 horas, o Ibovespa perdia 2,35%, para 58.105 pontos, com giro financeiro em R$ 1,78 bilhão.

Valor Online |

 

Em Wall Street, os dados sobre o mercado de trabalho melhores do que o esperado não foram suficientes para chamar os investidores para a ponta compradora. O prejuízo de US$ 15,5 bilhões da General Motors e a alta no preço do petróleo têm peso. Há pouco, Dow Jones perdia 0,40%, enquanto o Nasdaq recuava 0,62%.

O cenário externo negativo e as perdas na bolsa não influenciam a formação da taxa de câmbio por aqui. Depois de uma tentativa de alta na abertura dos negócios, o dólar voltou a perder valor ante o real e testa novas mínimas em mais de nove anos. Por volta das 13h, a divisa valia R$ 1,559 na venda, baixa de 0,25%.

De acordo com o diretor de renda variável da FinaBank Corretora, Edson Marcellino, o investidor estrangeiro está batendo forte nas ações da Vale, das siderúrgicas e dos bancos, aproveitando a incerteza externa que evolve esses setores para embolsas os ganhos recentes.

Há pouco, a ação PNA da Vale recuava 3,64%, para R$ 39,36. Vale ON desvalorizava 5,04%, para R$ 44,95. Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA caía 4,63%, para R$ 65,80, e Gerdau PN caía 3,64%, para R$ 33,05.

O aumento no preço do petróleo não influi sobre o papel da Petrobras. Há pouco, a ação PN perdia 2,64%, para R$ 34,95.

No setor financeiro, Banco do Brasil ON recuava 4,10%, para R$ 24,07. Segundo Marcellino, mesmo sem relação com os problemas externos os bancos continuando perdendo valor. Semana que vem Itaú, Bradesco e Unibanco apresentam balaços trimestrais e a expectativa é de forte resultado.

De acordo com diretor, enquanto não houver uma melhora substancial no cenário externo, a bolsa brasileira não encontrará espaço para uma retomada.

Como os problemas envolvendo a economia e o setor financeiro norte-americano não são de fácil solução, a volatilidade dará o tom dos negócios não só no mês de agosto, mas durante todo o restante de 2008.

Ainda dentro do Ibovespa, o papel PN da Net caía 4,32%, para R$ 18,58. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) manteve a suspensão da cobrança pelo ponto adicional, o que pode prejudicar as receitas da companhia.

À parte da instabilidade, Telesp PN subia 1,88%, para R$ 45,95, CPFL Energia avançava 1,76%, para R$ 36,99, e Light ON ganhava 2,56%, para R$ 25,64.

Fora do índice, Bovespa Holding diminuía 2,02%, para R$ 19,39, e BMF ON perdia 1,30%, para R$ 13,62. Destaque para Redecard ON, que avançava 1,40%, para R$ 29,61 - o papel pode entrar para o Ibovespa a partir de setembro.

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