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Vale e Petrobras derrubam o Ibovespa, que perdeu 3,14%

As ações da Vale e da Petrobras derrubaram o índice Bovespa hoje, interrompendo três pregões seguidos de elevação. A queda do preço do petróleo no mercado internacional, a resposta dos investidores à subscrição da Vale e a venda de ações por parte de investidores estrangeiros justificaram o desempenho doméstico do mercado acionários, que foi na contramão de Wall Street: o mesmo petróleo fraco que atrapalhou a Bolsa doméstica ajudou os índices a subir nos EUA, além de indicadores econômicos favoráveis e do balanço do banco JPMorgan.

Redação com Agência Estado |


A Bolsa brasileira terminou o dia com baixa de 3,14%, aos 60.108,7 pontos. Oscilou entre a mínima de 59.985 pontos (-3,34%) e a máxima de 62.606 pontos (+0,89%). Com o desempenho de hoje, o Ibovespa passou a acumular perdas de 7,55% no mês e de 5,91% no ano. O volume financeiro contabilizou R$ 8,295 bilhões (preliminar), sendo que Petrobras e Vale, considerando papéis ordinários e preferenciais, giraram quase 47% do total.

Os estrangeiros voltaram a agir com firmeza na ponta vendedora, principalmente das blue chips Vale e Petrobras, embora as ações de siderúrgicas também tenham sido prejudicadas e se situado entre as maiores perdas do dia. Mas o principal destaque negativo do pregão foi de Vale, em reação à operação de subscrição de papéis, encerrada ontem.

Vale PNA (ações preferenciais da classe A) liderou o volume financeiro individual negociado no Ibovespa hoje, com R$ 2,083 bilhões. Vale ON (ações ordinárias) perdeu 5,41% e Vale PNA, 5,40%. Petrobras, por sua vez, caiu com a venda de estrangeiros e, acima de tudo, com o tombo do petróleo no mercado norte-americano. Petrobras ON recuou 4,23% e PN, 4,95% (esta com giro de R$ 1,260 bilhão).

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), a cotação do petróleo fechou pela primeira vez abaixo de US$ 130 por barril desde 5 de junho deste ano, com a melhora das relações entre EUA e Irã e com o vencimento de opções dos contratos de agosto.

Se prejudicou Petrobras, o petróleo mais barato foi um estímulo a mais para os investidores comprarem ações em Wall Street. Os outros foram o balanço considerado positivo do JPMorgan e também os indicadores divulgados hoje, entre eles o dado de construções residenciais e o número de pedidos de auxílio-desemprego. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York terminou em elevação de 1,85%, na máxima do dia, aos 11.446,7 pontos; o S&P 500 subiu 1,20%, para 1.260,31 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 1,20%, a 2.312,30 pontos. Na Europa, as bolsas também subiram. A Bolsa de Londres fechou o dia com valorização de 2,63%, a Bolsa de Paris ganhou 2,76% e Frankfurt encerrou em alta de 1,88%.

 

Dólar

A taxa de câmbio inverteu o sinal e passou a registrar alta do dólar, com a moeda americana negociada a R$ 1,60 no mercado interbancário de câmbio por volta das 16 horas, valorização de 0,19% no dia. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), nos contratos à vista, o dólar encerrou o dia na taxa máxima registrada hoje durante as negociações, de R$ 1,5995, alta de 0,19%.

Segundo operadores, o dólar passou a subir com compras de moeda por parte de investidores que saíram da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e levaram o índice Bovespa a romper os 60 mil pontos, em queda de mais de 3%.

No câmbio, desde a manhã o dólar oscilava em baixa, com a expectativa de fluxo positivo de moeda relacionado à oferta de ações da Vale de cerca de US$ 11,45 bilhões, fechada ontem. A taxa de câmbio mínima registrada hoje pela manhã no mercado interbancário foi de R$ 1,588 (queda de 0,56%). No entanto, a demanda maior por moeda nesta tarde simultaneamente ao movimento de venda de ações na Bolsa paulista levou à alta das cotações do dólar, passando a acompanhar a valorização externa da moeda norte-americana amparada na queda do petróleo negociado em Nova York e em Londres (abaixo de US$ 130 o barril).


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