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Vale e OGX puxam captações em 2008

Apesar das turbulências no mercado financeiro, as captações privadas em renda variável e fixa já superaram a cifra dos R$ 100 bilhões este ano. O valor representa 60,5% de todas as emissões feitas em 2007, quando as ofertas de valores mobiliários atingiram o nível recorde de R$ 166,9 bilhões.

Agência Estado |

Além das emissões já registradas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), outras operações que somam cerca de R$ 30 bilhões ainda estão no forno à espera do aval da autarquia para serem lançadas.

Mas o cenário atual não é favorável para captações no mercado financeiro. O analista do Banco Modal Eduardo Roche alerta que o setor hoje está mais seletivo, o que deixa pouco espaço para captações de empresas de médio porte, estrelas do "boom” do mercado de capitais entre 2005 e o início de 2007. Com a crise financeira, a perspectiva do analista é de que as captações privadas este ano não alcancem o nível recorde apurado em 2007. "O mercado está muito fechado. Acredito que até as operações de renda fixa devam estar sofrendo”, afirmou.

O executivo lembra que, dos R$ 100 bilhões emitidos até agora, mais de 25% se devem a apenas duas ofertas públicas de ações: a da OGX, empresa de petróleo do empresário Eike Batista, e da mineradora Vale. A primeira foi a maior oferta pública inicial de ações (IPO) já realizada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e movimentou cerca de R$ 7 bilhões. A operação da Vale somou R$ 19,4 bilhões, sendo a maior emissão de ações já feita por uma empresa brasileira. Sem essas duas operações, o total captado em ofertas de ações em 2008 cairia dos atuais R$ 33,5 bilhões para o nível modesto de R$ 7,1 bilhões. Em 2007, as operações de renda variável somaram R$ 67,3 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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