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Vale e bancos garantem alta de 0,63% para a Bovespa

SÃO PAULO - Depois de um começo de pregão francamente pessimista, com o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegando a cair 3%, as compras ganharam fôlego no período da tarde. Com isso, o Ibovespa fechou o dia com alta de 0,63%, aos 38.

Valor Online |

132 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,23 bilhões. Mesmo assim, o indicador fecha a semana valendo 3,07% menos. No ano, a variação acumulada é positiva em 1,55%.

O desempenho não foi ainda melhor porque nos minutos finais os ativos da Petrobras mudaram de lado. A ação PN da estatal devolveu os ganhos e teve desvalorização de 0,21%, para R$ 23,59, e a ON diminuiu 0,24%, para R$ 28,24.

Sustentando o Ibovespa em alta, Vale PNA subiu 1,74%, para R$ 26,30, e Vale ON ganhou 3,48%, para R$ 30,25. A companhia anunciou o pagamento mínimo de US$ 2,5 bilhões aos acionistas em 2009, mesmo valor proposto em 2008, descontado o pagamento de juros sobre capital próprio.

Os bancos também contribuíram, com a ação PN do Bradesco avançando 1,05%, para R$ 21,12. Itaú PN ganhou 2,28%, para R$ 23,27, e as units do Unibanco apontaram alta de 2,72%, para R$ 13,18.

A instabilidade em Wall Street influiu negativamente sobre o Ibovespa. Por volta das 18 horas, o Dow Jones caía mais de 1%, enquanto o Nasdaq ganhava 0,73%. O pessimismo do começo do dia foi garantindo pelos fracos resultados trimestrais da General Electric e Xerox.

Segundo o gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, a Bovespa não é um mercado ruim no dia-a-dia, com a volatilidade proporcionando boas opções de ganho.

O que preocupa é o longo prazo. Segundo o gestor, o que está claro é que a situação externa segue totalmente calcada em uma economia que está em retração constante, com propensão marginal a consumir - tendente a zero -, como reflexo do desemprego.

Por outro lado, lembra Machado, tem um novo presidente nos EUA, que tenta mudar a situação. As expectativas com as medidas que serão tomadas estão no ar e isso deve gerar algum resultado positivo, mas no segundo momento, o que contará são os dados, e eles não devem ser bons.

Por aqui, avalia o especialista, a história de que o Brasil vai sofrer menos não "cola mais". As empresas, tanto as grandes quanto as pequenas, estão demitindo. E falta ação do governo para dar impulso extra à atividade.

Para Machado, o primeiro trimestre é particularmente preocupante, pois historicamente o foco sai da produção para o investimento, só que nesse momento ninguém em sã consciência investe. "O não investimento de um é a não receita do outro e o desemprego de um terceiro", resume.

De volta ao âmbito corporativo, o destaque de valorização ficou com a ação ON da TIM Participações que disparou 29,94%, para R$ 6,90.

O papel refletiu a determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que a Telco, controladora da Telecom Itália SpA, deve fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) para os minoritários da TIM Participações. Pelo entendimento da CVM, a oferta é obrigatória, pois o controle da Telecom Itália mudou com a criação da holding Telco, que tem como investidores Telefonica, Intesa Sanpaolo SpA, Assicurazioni Generali SpA, e Mediobanca SpA. O papel PN da TIM ganhou 2,79%, para R$ 3,31.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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