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Vale e bancos garantem alta de 0,63% à Bovespa; dólar sobe

Depois de uma abertura fraca, acompanhando o mau humor externo, a Bovespa conseguiu recuperar-se à tarde, graças aos ganhos de Vale e bancos. A inversão para cima do rumo dos preços dos metais básicos e do petróleo levaram os investidores de volta às compras.

Redação com agências |

 

Já o dólar interrompeu o movimento das duas últimas sessões e fechou em leve alta frente ao real nesta sexta-feira, seguindo a volatilidade apresentada pelos demais mercados globais.

A moeda norte-americana encerrou na mínima do dia, a R$ 2,339 reais, em alta de 0,13%, após ter chegado a subir mais de 1% durante a sessão.

"O dólar seguiu a volatilidade dos mercados externos, tanto de moedas quanto de bolsas", avaliou Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper.

Frente a uma cesta com as principais moedas, o dólar subia 0,25%, após ter chegado a avançar mais de 1% durante a sessão.

Bovespa

O Ibovespa terminou a sessão em elevação de 0,63%, aos 38.132,35 pontos. Na mínima, atingiu 36.744 pontos (-3,04%) e, na máxima, 38.660 pontos (+2,02%). Na semana, teve perdas de 3,07% e, no mês, acumula alta de 1,55%. O giro financeiro totalizou R$ 3,234 bilhões.

As ações da Vale foram preponderantes ao desempenho do Ibovespa hoje. Os papéis subiram principalmente em reação à notícia de que a diretoria da empresa enviará para deliberação do Conselho de Administração proposta para pagamento de remuneração mínima aos acionistas para 2009 no valor de US$ 2,5 bilhões, correspondente a US$ 0,479523218 por ação em circulação, ordinária ou preferencial.

Operadores consideraram a notícia positiva, principalmente por causa do momento delicado por que passa a economia global. "Nesses dias de turbulência, esse tipo de informação é muito bem-vinda. Ainda mais que a empresa anunciou uma remuneração mínima, o que significa que há espaço para o acionista ganhar algo mais", comentou um experiente profissional do mercado acionário.

Outra notícia positiva relacionada à Vale veio de um relatório da corretora japonesa Nomura, que elevou sua recomendação para os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Vale de neutra para compra e citou a projeção de recuperação da demanda chinesa por minério de ferro. Vale ON fechou em alta de 3,49% e Vale PNA, 1,74%. O avanço dos metais no exterior também favoreceu.

No caso da Petrobras, a alta do petróleo no exterior à tarde fez os papéis acompanharem, mas, no finalzinho, os papéis acabaram fechando em baixa. Após o fim do pregão, o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, apresenta o Plano de Negócios de 2009 a 2013 da empresa. Petrobras ON fechou em queda de 0,25% e Petrobras PN, de 0,21%. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o contrato do petróleo para março fechou em elevação de 6,41%, a US$ 46,47 por barril, por causa da valorização dos preços do óleo de calefação em meio ao inverno no Hemisfério Norte.

A virada da Bovespa ainda contou com a ajuda das ações de bancos, que subiram com a melhora nas bolsas em Wall Street, que, no entanto, não se sustentaram após o fim do pregão nos EUA. Bradesco PN avançou 1,05%; Itaú PN, 2,29%; e Unibanco Unit, 2,73%. Banco do Brasil ON caiu 1,85%.

Antes dessa tomada de fôlego do período da tarde, as bolsas repercutiram com força os dados do Reino Unido e de balanços nos EUA. O Reino Unido anunciou contração econômica no quarto trimestre de 2008, pelo segundo trimestre seguido, o que configura recessão. É a primeira vez desde 1991 que a economia britânica contraiu-se por dois trimestres consecutivos. Ainda na Europa, a Espanha comunicou que a taxa de desemprego subiu a 13,91% no quarto trimestre de 2008, de 11,33% no terceiro, atingindo seu maior nível em 8 anos.

Da safra de balanços, a coreana Samsung anunciou seu primeiro prejuízo desde 2000; a Advanced Micro Devices (AMD) reportou perdas de US$ 1,424 bilhão; e a General Electric informou queda de 44% no lucro líquido do quarto trimestre, para US$ 3,72 bilhões.

(Com informações da Agência Estado e Reuters)

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