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Vale disputa mina de carvão de US$ 2 bilhões na Mongólia

A Vale disputa com outras grandes mineradoras mundiais uma mina de carvão na Mongólia avaliada em US$ 2 bilhões. Segundo fontes, estariam na disputa, além da mineradora brasileira, as australianas BHP Billiton e Rio Tinto, a suíça Xstrata e a gigante do carvão chinesa China Shenhua Energy.

Agência Estado |

A mina Tavan Tolgoi, considerada o maior depósito não utilizado de carvão para coqueificação do mundo, tem reservas de 6,5 bilhões de toneladas e também está atraindo propostas de consórcios japoneses, russos e de empresas coreanas, segundo uma das fontes.

O governo da Mongólia contratou o Deutsche Bank e o JP Morgan para vender até 49% de participação no depósito. De acordo com uma outra fonte, o governo mongol estaria inclinado a se associar a um grupo internacional e diversificado, o que reduziria as chances do grupo chinês, que inicialmente era considerado um dos favoritos nessa disputa.

Apesar da crise, que forçou a empresa a reduzir produção e demitir, a Vale já anunciou uma aquisição este ano. No final de janeiro, a mineradora comprou, por US$ 1,6 bilhão, toda a operação de minério de ferro da Rio Tinto em Corumbá (MS), além de plantas de potássio da rival australiana na Argentina e no Canadá. No ano passado, o presidente da Vale, Roger Agnelli, já havia dito que a empresa estava capitalizada e que poderia aproveitar as boas oportunidades de aquisições que surgiriam com a crise financeira global.

LONGO PRAZO
"Basicamente, carvão de coque de boa qualidade é uma commodity bem escassa no longo prazo, e tais ativos tão grandes são difíceis de aparecer", disse Malcolm Southwood, analista do Goldman Sachs, em Melbourne. "Por isso mesmo, as empresas com visão de longo prazo podem considerar esses ativos atraentes."
Uma oferta restrita no ano passado ajudou a mais que dobrar o preço do carvão de coque duro, que é usado no setor de siderurgia, para US$ 300 a tonelada, uma vez que siderúrgicas ao redor do mundo consumiram grandes quantidades da commodity quando o mercado ainda estava passando por expansão acelerada.

Apesar dos preços terem desabado após a queda na demanda por aço, analistas afirmam que o cenário de longo prazo para os preços de carvão de coque duro continua robusto.

Apesar do grande interesse, o processo na Mongólia está atrasado, uma vez que o país está refazendo suas leis de mineração. Nenhum cronograma para o desenvolvimento da mina foi confirmado.

"É um ativo fabuloso e isso representará uma grande oportunidade para quem fizer a oferta vencedora, e certamente nós adoraríamos ver esse ativo colocado em ação o quanto antes", disse Andrew Driscoll, diretor de pesquisa de recursos naturais na CLSA.

A versão de 2006 da legislação de mineração permitia ao Estado compartilhar uma parcela de até 34% dos depósitos encontrados com fundos privados e até 50% dos descobertos com recursos estatais. A Mongólia desde então tem adiado a revisão da lei. A BHP tinha ganho originalmente o direito de desenvolver a mina de Tavan Tolgoi na década de 1990, mas chegou à conclusão de que não era economicamente viável na época e devolveu a licença à Mongólia.

A venda da Tavan Tolgoi, que significa "cinco cabeças", por causa do contorno do local rodeado por morros, pode dar à Mongólia, que tem renda per capita anual de US$ 1,2 mil, até US$ 2 bilhões, mais receitas geradas por sua participação majoritária.

A endividada Rio Tinto, que na semana passada fechou acordo para receber quase US$ 20 bilhões em investimentos da estatal chinesa de alumínio Chinalco, já tem um projeto conjunto na Mongólia com a canadense Ivanhoe Mines, o depósito de ouro e cobre de Oyu Tolgoi.

Procuradas, Vale, Xstrata, Shenhua, BHP e Rio Tinto não se pronunciaram sobre o assunto.

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