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Vale demite 1,3 mil e pode cortar mais

A crise está batendo forte às portas da Vale, maior exportadora brasileira. A mineradora confirmou ontem 1.

Agência Estado |

300 demissões. Outros 5.500 trabalhadores foram colocados em férias coletivas. Para analistas de mercado, a decisão aponta para um corte mais profundo na produção do que os 30 milhões de toneladas (9,5% do total) anunciados no fim de outubro.

O Banco Goldman Sachs avalia que o corte da produção pode subir para 45 milhões de toneladas. A virada na produção foi muito rápida. Até setembro, antes da quebra do Banco Lehman Brothers, que detonou a crise financeira mundial, a Vale planejava ampliar a produção de 270 milhões para 300 milhões de toneladas de minério de ferro.

A mineradora informou que a maior parte dos cortes está ocorrendo em Minas Gerais, onde fica a segunda maior mina da Vale, menor apenas que o complexo de Carajás, no Pará. São de Minas 20% dos demitidos e 80% dos que entraram em férias.

Mas, segundo fontes ouvidas pelo Estado, também é grande o número de dispensas no Espírito Santo. No porto de Tubarão, 500 funcionários teriam sido dispensados e há rumores de que outra leva igual será demitida até o início da semana que vem. Na sede da empresa, no Rio, departamentos inteiros estão sendo extintos.

A rescisão dos contratos está sendo feita com a oferta de benefícios, como dois salários-base do funcionário, além do aviso prévio, seis meses de manutenção do plano de saúde e seis meses de assistência com consultoria de recursos humanos para recolocação no mercado.

Os embarques no Porto de Vitória, que já bateram o recorde de 8 milhões de toneladas por mês, têm previsão de apenas 1 milhão de toneladas de minério em dezembro. De acordo com informações não confirmadas oficialmente pela empresa, o corte para o embarque em 2009 gira em torno de 30%.

Diante da freada brusca na produção mundial de aço nos últimos meses, analistas apostam que a Vale terá de reduzir ainda mais a produção. O quadro de desaquecimento das siderúrgicas e o cancelamento de encomendas é mais forte que o previsto pela empresa. Só a ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico do mundo, já reduziu sua produção em 30%.

O analista Pedro Galdi, da SWL Corretora, acredita que a Vale terá de rever o tamanho de seu ajuste para se adaptar à nova realidade. "Não há porque produzir se você não vai ter como vender", explicou. Galdi lembrou que a China têm em estoque entre 60 milhões e 65 milhões de toneladas de minério de ferro.

A analista Cristiane Viana, da Ágora Corretora, não arrisca um número, mas, também acredita que a Vale terá de elevar o corte de produção. "Não me surpreenderia em nada se novos ajustes fossem feitos", afirmou.

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