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Vale dá férias coletivas a 563 empregados

A Vale vai dar férias coletivas a 563 funcionários da empresa em dois portos, no Rio. Desse total, 395 são do Porto Ilha de Guaíba, de propriedade da mineradora, e 168 trabalhadores do Porto de Itaguaí, arrendado pela empresa.

Agência Estado |

A informação é do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Prospecção, Pesquisa e Extração de Minério do Estado do Rio (Sindimina) e foi confirmada pela Vale, que não comentou o assunto.

As férias coletivas serão concedidas em duas etapas: metade dos funcionários param de 2 a 31 de janeiro. A outra metade de 1º de fevereiro a 2 de março. O secretário-geral do Sindimina, Jorge Campos, diz que a Vale apresentou como justificativa o momento de instabilidade da economia mundial. "As pessoas estão muito preocupadas com essa situação toda até porque não se programa férias coletivas de uma hora para outra."

O sindicalista estima que, ao todo, são cerca de 550 empregados no Porto Ilha de Guaíba e outros 240 funcionários em Itaguaí. Segundo ele, as férias coletivas foram concedidas para funcionários de operação e manutenção portuária, além de alguns da área administrativa.

No início deste mês, a Vale anunciou a demissão de 1,3 mil funcionários e férias coletivas de 30 dias para 5,5 mil empregados, a partir de 1º de dezembro de forma escalonada. A empresa também informou naquela ocasião que colocou 1,2 mil pessoas em treinamento para assumir novas funções.

No domingo passado, o presidente da Vale, Roger Agnelli, informou em entrevista ao Estado que sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a flexibilização das leis trabalhistas para que as empresas evitem demissões para enfrentar a crise. Agnelli sugeriu a suspensão temporária de contratos de trabalho e a redução da jornada, com diminuição de salário.

As demissões anunciadas pela Vale, assim como as férias coletivas, motivaram funcionários da mineradora a fazer uma manifestação em frente à sede da empresa, no centro do Rio, na sexta-feira. Segundo Campos, depois do ato haverá uma reunião com os empregados para discutir a situação deles.

"O que eles estão mais preocupados é com a questão do emprego. Foram todos pegos de surpresa. Ninguém esperava essa atitude da empresa."

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