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Vale consegue R$ 19,4 bi com oferta

A oferta de ações da mineradora Vale totalizou R$ 19,434 bilhões, incluindo o lote suplementar. O preço das ações ordinárias ficou em R$ 46,28, enquanto as preferenciais saíram a R$ 39,90, segundo informações do site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Agência Estado |

A operação envolveu 445.989.984 ações, das quais 256.926.766 ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 189.063.218 ações preferenciais (PNA, sem direito a voto).

Com as ON, a empresa conseguiu levantar R$ 11,890 bilhões e, com as preferenciais, R$ 7,543 bilhões. Em dólares, a oferta somou US$ 12,17 bilhões e ficou abaixo do valor máximo pretendido pela empresa, de US$ 15 bilhões. A distribuição foi encerrada às 18h43.

Durante todo o dia, os investidores, principalmente estrangeiros, tentaram conseguir o máximo de desconto possível para comprar as ações da Vale. Segundo fontes, a demanda maior era por um preço mais baixo do que a cotação no mercado à vista.

Para profissionais do mercado, a demanda não superou a oferta. A falta de apetite, segundo eles, foi atribuída a dois fatores principais: a situação desfavorável do mercado de ações mundial e o tamanho da operação. "No começo a demanda parecia fraca, mas melhorou no final do período de reserva. Os acionistas atuais, em sua grande maioria, vão acompanhar o aumento de capital, até por ser numa proporção relativamente pequena, de 8,5% em relação à posição atual", comentou um operador. "No caso de investidores fora da oferta prioritária, a demanda foi bem razoável", diz outra fonte.

Os profissionais lembraram que a favor da mineradora está o desequilíbrio entre demanda e oferta de ferro no mercado internacional, o que tem levado as empresas do setor a conseguirem aumentos expressivos em seus contratos anuais junto às siderúrgicas. Neste ano, a Vale reajustou seus preços em até 71%. Rio Tinto e BHP conseguiram fechar reajustes entre 85% e 96,6% para o minério. Segundo analistas, esses aumentos ilustram a forte demanda pela commodity, que deve durar alguns anos, mesmo com a desaceleração da economia americana.

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