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Vale, bancos e construtoras pesam na Bolsa; Nossa Caixa dispara

A renovação dos temores de que as principais economias do mundo estejam caminhando para a recessão e a piora do sentimento de aversão ao risco comandam hoje o clima na Bovespa, cujo principal índice cai pressionado sobretudo por Vale, bancos e construtoras. Do lado oposto, as ações ON do Banco Nossa Caixa disparam com o noticiário relativo à venda da instituição e papéis do setor elétrico mostram ganhos elevados.

Agência Estado |

Há pouco, o Ibovespa recuava 2,15%, para 36.974 pontos, com os operadores na expectativa da abertura das bolsas norte-americanas, às 12h30. "O que está segurando a queda hoje é alguma compra do investidor local. Se lá fora o desempenho for negativo, a perda por aqui será maior", disse um assessor de investimentos de uma grande corretora.

Nossa Caixa ON se destaca entre as maiores altas do Ibovespa, com ganho de 16,03% há pouco e 630 negócios, o quarto ativo mais negociado do dia em termos de volume, com R$ 31,008 milhões. Segundo operadores, o papel reage à notícia de que o governo de São Paulo e o Planalto teriam fechado o preço de venda do banco estadual, em R$ 6,4 bilhões, conforme reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Há pouco, as ON do Banco do Brasil caíam 5,30%. Além das apostas em torno das negociações para compra da Nossa Caixa, o papel também é influenciado pela notícia de que a instituição vai emprestar R$ 4 bilhões aos bancos de montadores, com o objetivo de ampliar a liquidez nesse segmento.

Unibanco Unit perdia 2,83% no mesmo horário, Bradesco PN recuava 2,16% e Itaú PN caía 3,13%, em dia de realização em praticamente todo o setor financeiro. Mais cedo, o Unibanco informou que teve lucro líquido de R$ 704 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 41,3% em relação ao lucro de R$ 1,199 bilhão no mesmo período do ano passado. "Como o banco já tinha soltado uma prévia, a reação de hoje está mais ligada à realização de lucros após a alta forte quando foi anunciada a fusão com o Itaú", disse um operador.

Vale ON perdia 2,99% e Vale PNB, -3,22%, colocando forte pressão sobre o índice. As ações, segundo operadores, recuam com a queda nos preços dos metais e novas notícias de redução de produção mundo afora, o que reforça a expectativa de cenário complicado para a mineradora nos próximos meses. Petrobras ON cedia 1,81% e Petrobras PN, -1,28%, com os investidores á espera do balanço da estatal no terceiro trimestre. "O papel só não cai com Vale porque o balanço deve vir forte", comentou um operador.

As construtoras também recuam em bloco hoje, entre as maiores baixas do Ibovespa. Há pouco, Cyrela ON caía 8,47%, Rossi Residencial ON perdia 7,00% e Gafisa ON, -9,94%. "Esse setor é um dos primeiros a sentir a desaceleração da economia e isso já se reflete nos lançamentos previstos", comentou um analista de renda variável.

Mais cedo, a Abyara informou a suspensão seus lançamentos até que a demanda por novos produtos imobiliários e a disponibilidade de linhas de crédito sejam restabelecidas. A Gafisa, por sua vez, anunciou lucro líquido consolidado de R$ 37,970 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa um aumento de 17,2% sobre o lucro de R$ 32,389 milhões em igual intervalo de 2007, porém reconhece que os consumidores estão mais cautelosos.

Na ponta oposta, papéis do setor elétrico, considerados defensivos em razão do elevado pagamento de dividendos e pelo fato de suas receitas estarem atreladas à inflação, dominam os ganhos do Ibovespa. Há pouco, Cesp PNB ganhava 11,56%; Transmissão Paulista PN, +3,23%; Cemig PN, +2,52%; e Eletrobrás PNB, +1,94%.

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