A Vale informou, em comunicado, que assinará hoje protocolo de intenções com a empresa moçambicana Insitec, acionista das empresas constituintes do Corredor de Desenvolvimento de Nacala (CDN), e com o governo de Moçambique sobre interesse comum em potencializar o corredor logístico de Nacala, no norte de Moçambique. De acordo com a empresa brasileira, a viabilização deste corredor logístico possibilitará a expansão da mina de carvão de Moatize e também facilitará o desenvolvimento da mina de fosfato de Evate - além de permitir, no futuro, o escoamento do cobre a ser produzido pela Vale na Zâmbia.

Ainda de acordo com a empresa, o protocolo de intenções será assinado pelo ministro de Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula; pelo diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli; e pelo presidente da Insitec, Celso Corrêa.

A Vale informa, em comunicado, que a proposta é consistente com a estratégia da mineradora brasileira de ter controle sobre sua cadeia logística. A empresa brasileira comenta que a mina de carvão de Moatize é um projeto em fase de implantação que tem entrada em operação prevista para o primeiro semestre de 2011, com capacidade nominal de produção anual de 11 milhões de toneladas de carvão. Nesta primeira fase, a solução logística já estaria assegurada através do escoamento para exportação pela ferrovia Sena - Beira até um terminal de carvão, localizado no porto de Beira, de acordo com a companhia brasileira.

Porém, a Vale lembrou, em seu informe, que o estudo de viabilidade da segunda fase de Moatize proporcionará produção total de 24 milhões de toneladas de carvão por ano, e, com isso, também depende da obtenção de uma nova solução logística. Tendo isto em vista, a Vale informou que examina, atualmente, a viabilização de ferrovia de Moatize a Nacala, envolvendo construção de ligação ferroviária com aproximadamente 180 quilômetros (km) de extensão entre Moatize e Lirangwe, no Malavi; a reabilitação de 730 km da ferrovia existente conectando o Malavi a Moçambique; e o desenvolvimento de um terminal marítimo de águas profundas, com ponte de acesso de 1,5 km para alcance de profundidade de 20 metros, em Nacala.

A empresa brasileira observou ainda, em seu comunicado, que os investimentos da companhia na exploração de carvão em Moçambique tem como objetivo garantir fornecimento de carvão metalúrgico para o mercado brasileiro.

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