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Vale anuncia novo corte na produção

A Vale anunciou ontem o quarto corte em sua produção desde o fim de outubro. A mineradora alega que o setor vive uma contração sem precedentes da demanda global.

Agência Estado |

Os ajustes já anunciados pela Vale nas unidades de pelotas e minério de ferro vão reduzir em quase US$ 600 milhões por mês as receitas da companhia brasileira, segundo cálculos da Brascan Corretora.

A Vale informou ontem, em comunicado, que suspendeu a operação de duas plantas no Porto de Tubarão, no Espírito Santo, com capacidade para produzir 7,3 milhões de toneladas de pelotas. Antes, empresa já havia interrompido as atividades de duas outras unidades no Espírito Santo e de duas pelotizadoras da Samarco, subsidiária do Grupo Vale.

Segundo o analista da Brascan, Rodrigo Ferraz, os cortes em pelotização já correspondem a 65% da capacidade produtiva da Vale no segmento. Com isso, o faturamento tende a encolher mensalmente em US$ 383 milhões. Já a diminuição em 30 milhões de toneladas na produção de minério de ferro decidida no fim de outubro vai custar ao caixa da companhia cerca de US$ 200 milhões por mês.

"A demanda está literalmente paralisada. A Vale cortou produção porque não tem mais como acumular estoques", afirma Pedro Galdi, analista da SLW Corretora. Segundo ele, os ajustes feitos pelas mineradoras globais tendem a ajudar a equilibrar o mercado a médio prazo.

Para Ferraz, da Brascan, só daqui a cinco meses todas as pelotizadoras da Vale devem voltar a operar. Mas em ritmo mais fraco, diz. Ele ressalta ainda que a pelota é um produto mais caro e que tem como objetivo principal acelerar a produtividade do alto-forno. Como a demanda caiu drasticamente e as siderúrgicas estão também cortando produção, a procura por pelotas despencou.

O analista Wellington Senter, da Modal Asset, acredita que um dos motivos de a Vale adotar cortes tão agressivos em sua produção é a iminente rodada de renegociação de preços com as siderúrgicas internacionais. "A intenção da empresa é reduzir a oferta para limitar a queda dos preços", disse Senter. Ontem, a associação de siderúrgicas da China disse que pretende negociar uma redução dos preços do minério aos níveis de 1994, o que significaria uma queda de 80%.

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