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Vale anuncia investimento de US$ 5 bi no Pará

A Companhia Vale do Rio Doce lançou ontem no Pará seu projeto para a construção de uma siderúrgica no município de Marabá, no sudeste do Estado. O empreendimento, que receberá investimentos de US$ 5 bilhões, se somará a outros US$ 20 bilhões que a empresa planeja investir em suas unidades paraenses nos próximos cinco anos.

Agência Estado |

Ali está localizada a maior mina de minério de ferro da companhia, o complexo de Carajás.

A criação de um pólo siderúrgico no Pará seria, de acordo com pessoas próximas à negociação, uma aspiração antiga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele prestigiou ontem a inauguração de uma ampliação da Alunorte, empresa do grupo Vale, em Barcarena, ao lado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A nova unidade produtora de aço seria uma maneira de gerar mais riquezas no Pará, o segundo maior Estado exportador de minério de ferro do País, perdendo apenas para Minas Gerais. O projeto siderúrgico foge à regra que vem sendo aplicada pela Vale nos últimos anos.

Em todos os projetos de novas usinas em que vem atuando, como no caso da CSA e da Companhia Siderúrgica de Vitória, a mineradora se mantém minoritária, atuando como elo de atração de grupos internacionais do setor.

A nova siderúrgica, intitulada de Aços Laminados do Pará, será tocada sem investimentos de terceiros, nem mesmo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O BNDES seria muito bem-vindo como sócio, mas ainda não tivemos qualquer discussão sobre isso. Inicialmente, a siderúrgica será desenvolvida apenas pela Vale. O BNDES atuaria como um importante financiador do projeto", destacou o presidente da Vale, Roger Agnelli, em coletiva ontem.

Também ao contrário dos demais projetos da Vale no setor de siderurgia, o empreendimento será voltado para o mercado interno e incluirá não apenas a produção de aço bruto, mas itens como bobinas a quente, chapas grossas e tarugos. A segunda fase do projeto da usina, ainda em estudos, poderá incluir investimentos adicionais de US$ 2 bilhões para atingir uma capacidade anual de 5 milhões de toneladas de aço.

O anúncio da criação de um grande pólo siderúrgico no Pará ocorreu durante a cerimônia de expansão da Alunorte, produtora de alumina que tem como maiores acionistas a Vale a o grupo norueguês Norsk Hydro. De acordo com Agnelli, a futura siderúrgica, que atuará nas linhas de bobinas laminadas a quente e chapas grossas, "atrairá investimentos na área de fabricação de dormentes, perfis e até produtores de vagões".

A unidade tem o início de suas operações previstas para 2013. "Mas, se houver o empenho prometido por todas as esferas governamentais, poderemos entregar o projeto no final de 2012", disse o executivo.

A governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT), também presente à cerimônia, prometeu "não medir esforços" para acelerar o processo de licenciamento ambiental, para tentar antecipar em um ano o início da operação da usina. Os órgãos ambientais ainda estão avaliando o impacto da obra.

Para que a usina saia do papel, no entanto, será necessária a construção de uma hidrovia no Rio Tocantins e eclusas em Tucuruí. Ainda dentro do orçamento inicial de US$ 5 bilhões, o pacote de investimentos no Pará incluirá US$ 898 milhões para a construção de uma usina térmica com potência instalada de 600 megawatts (MW) para abastecer os projetos de exploração mineral da Vale no Estado.

Ainda entre os investimentos previstos para o Pará, Agnelli adiantou que a mineradora estuda com a Norsk Hydro a construção de uma nova unidade de alumina, que receberia o nome de Companhia de Alumina do Pará (CAP). O empreendimento tem investimento inicial previsto em US$ 1,795 bilhão e produziria 7,4 milhões de toneladas do produto por ano. Os detalhes da nova planta, segundo Agnelli, seriam discutidos ainda ontem.

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