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Vale anuncia corte de 30 milhões de toneladas em produção de ferro

Rio de Janeiro, 31 out (EFE).- A Vale anunciou hoje um corte de 30 milhões de toneladas anuais na produção de minério de ferro para se adaptar à desaceleração do crescimento da economia mundial.

EFE |

O corte envolverá o fechamento parcial de estabelecimentos em vários países e representará o retorno aos níveis de produção do último mês de setembro, o que "vai contribuir para minimizar riscos de maiores danos no futuro", explicou a empresa em comunicado.

No Brasil, a maior produtora mundial de minério de ferro paralisará a partir da próxima segunda-feira várias minas do sudeste do país, onde o mineral é de qualidade inferior. Os empregados destas minas entrarão em férias forçadas.

Duas fábricas de produção de Pelotas, que respondem por cerca de 20% da capacidade de produção da Vale, entrarão em manutenção a partir de novembro.

Também serão paralisadas fábricas de vários países para reduzir em 600 mil toneladas métricas a produção de manganês e em 90 mil toneladas métricas a de ligas de metais de ferro.

As fábricas brasileiras pararão em dezembro e janeiro. Na França, será desativada uma de liga de metais de ferro em Dunkerque até abril de 2009, enquanto na Noruega também será paralisada a fábrica de Mo I Rana até junho de 2009 para a reforma de um forno.

A companhia argumentou que a freada forte do crescimento mundial registrado desde setembro teve um "forte efeito negativo" sobre a produção de aço, o que afetou a demanda por minério de ferro, sua principal matéria-prima.

Segundo a Vale, é "inviável" manter o nível de produção para repor as reservas, já que a cadeia de produção em grande escala "exige a integração da extração com seu transporte" e "falta espaço físico" para acumular milhões de toneladas deste metal.

Também foi retraída a demanda por níquel e alumínio, o que levou a Vale a aumentar de forma "significativa" os estoques destes dois metais e a decidir agora a paralisação de várias fábricas.

Em uma fábrica de produção de níquel na Indonésia se deixará de utilizar energia termoelétrica, o que levará a um corte na produção em torno de 20%, o que representa 17 mil toneladas métricas a menos por ano deste metal.

Na China, a refinaria de níquel em Dalian reduzirá o ritmo de produção para 35% de sua capacidade total, que é de 60 mil toneladas métricas anuais.

A Vale também reduzirá a produção de alumínio na fábrica do Rio de Janeiro, que funcionará com 40% da capacidade total, que é de 95 mil toneladas métricas anuais.

Também será afetada a produção de caolinita, material utilizado em revestimentos, que sofrerá redução de 30% na fábrica da empresa no Pará. EFE mp/fh/ma

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