A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a semana atrelada ao mercado externo, mas com volume estreito, o que ampliou a volatilidade que já emanava lá de fora. Os negócios repercutiram pela manhã as preocupações com a situação da Grécia e os temores de que um aperto monetário se espalhe pelo globo, mas depois as ações passaram a subir em resposta à boa reação dos investidores ao plano de reforma da saúde aprovado ontem pela Câmara norte-americana.

O índice Bovespa virou para cima perto da hora do almoço, sustentado principalmente pelos papéis da Vale. Petrobras, embora tenha divulgado um balanço considerado positivo pelos analistas, serviu de porta de saída dos investidores durante todo o dia, virando apenas no final. Os papéis das siderúrgicas também pesaram negativamente.

O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,31%, aos 69.041,73 pontos. Na mínima, registrou 67.899 pontos (-1,35%) e, na máxima, 69.121 pontos (+0,42%). No mês, a Bolsa sobe 3,82% e, no ano, 0,66%. O giro financeiro de hoje foi o segundo menor de março, ao somar R$ 5,109 bilhões - no dia 1º, somou R$ R$ 5,072 bilhões. Os dados são preliminares.

A Grécia voltou a ser o centro das atenções nesta segunda-feira, diante da proximidade dos vencimentos dos papéis do país e com a reunião do Conselho Europeu na mira. Os investidores gostariam que o bloco econômico acertasse durante o encontro, que acontece na quinta-feira e na sexta-feira, a ajuda financeira para o problemático país, uma vez que está cada vez mais perto um grande vencimento de títulos gregos.

Além da Grécia, o clima estava pesado de manhã ainda em reação à decisão da Índia, de sexta passada, de elevar sua taxa básica de juros. O temor é de que outras economias façam o mesmo.

O sinal negativo, no entanto, foi se dissipando após a abertura das bolsas norte-americanas. Os investidores acabaram gostando do projeto de reforma da saúde aprovado ontem pela Câmara dos Representantes, muito embora ele vá resultar em gastos de US$ 940 bilhões. O Dow Jones acabou encerrando a sessão em alta de 0,41%, aos 10.785,89 pontos, o S&P avançou 0,51%, aos 1.165,81 pontos, e o Nasdaq subiu 0,88%, aos 2.395,40 pontos.

A aversão a risco da manhã, que resultou em queda do petróleo no início dos negócios, também foi se dissipando e a commodity acabou subindo. No contrato para abril, que venceu hoje, ganhou 0,71%, para US$ 81,25, e o de maio terminou em alta de 0,78%, a US$ 81,60.

Petrobras, que pela manhã sentiu o peso do petróleo, não conseguiu acompanhar a melhora da commodity no exterior ao longo do dia, mas conseguiu respirar no final. A ação ON terminou estável e a PN subiu 0,03%. Na sexta-feira, a estatal anunciou lucro líquido de R$ 8,129 bilhões no quarto trimestre de 2009, resultado 31% maior do que o mesmo período do ano anterior e 10,5% acima da média das previsões dos analistas ouvidos pela AE, de R$ 7,353 bilhões. No acumulado do ano de 2009, o lucro foi de R$ 28,982 bilhões, queda de 12,4% em relação aos R$ 28,982 bilhões do ano de 2008.

Gerdau PN perdeu 1,28%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,06%, Usiminas PNA, 1,08%. CSN ON foi exceção e subiu 0,03%.

Vale também fechou no azul, na contramão dos metais, em razão das expectativas sobre o reajuste do preço do minério de ferro. Vale ON terminou em alta de 1,35% e PN, de 1,11%.

OSX ON estreou na Bovespa com baixa de 12,50%, a R$ 700,00.

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