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Vale admite renegociação de preços do minério

A Vale admitiu ontem a negociação de reajuste adicional no preço do minério de ferro com seus clientes na Ásia. A confirmação veio poucos dias após a companhia divulgar um comunicado considerado dúbio pelo mercado.

Agência Estado |

No fato relevante, a empresa negava ter reajustado seus preços, mas deixava a porta aberta ao revelar manter "permanente diálogo com seus clientes". Questionada mais uma vez pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a mineradora confirmou a negociação de um adicional entre 11% e 11,5%.

A justificativa da Vale para voltar à mesa de negociação é a busca de uma convergência entre os preços de referência na Ásia e na Europa. "Caso seja concluído com sucesso, o ajuste de preços implicará em acréscimo estimado de receita inferior a 3% da receita total da Vale do período de 12 meses encerrado em 30 de junho de 2008, a qual somou US$ 35,481 bilhões", diz o comunicado da empresa.

A tentativa da Vale de obter um novo aumento coloca em xeque o atual modelo de negociação de preço do minério. "A notícia não é importante pelo impacto na receita da Vale, mas pela quebra do paradigma da negociação", disse Eduardo Roche, do Banco Modal. O fato de o aumento ter sido proposto pela companhia brasileira, que sempre defendeu negociação anual de contrato, reforça a tendência de mudança no sistema de reajustes, avaliam analistas.

O atual modelo de formação de preço sofreu o primeiro baque no início do ano, quando as mineradoras australianas decidiram não acompanhar, como de praxe, o índice acertado pela Vale. Tradicionalmente, o primeiro acordo fechado entre uma mineradora e uma siderúrgica era seguido pelo mercado.

A Vale liderava o processo e balizava o setor. Mas, este ano, as australianas BHP Billiton e Rio Tinto partiram para uma negociação em separado. A Vale fechou as negociações em fevereiro, com aumentos entre 65% e 71%. O resultado não agradou às australianas, que conseguiram, quatro meses depois, reajuste de 100% para seus preços.

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