Por Cameron French TORONTO (Reuters) - A Vale ainda está atrasada no cronograma para a instalação de um duto de resíduos em seu projeto de níquel de Goro, na Nova Caledônia, mas a companhia afirmou que a escavação está dentro do orçamento e seguindo os prazos previstos.

Segundo o porta-voz da empresa Cory McPhee, a companhia não prevê qualquer mudança nas suas operações como resultado de uma queda nos preços do níquel.

Ele afirmou que ainda é esperado que Goro inicie a produção no final de outubro ou início de novembro, após investimentos de 3,2 bilhões de dólares.

A Vale interrompeu os trabalhos no duto no início deste ano, após ambientalistas protestarem contra o projeto.

A empresa esperava ter voltado aos trabalhos no duto em julho, mas, segundo McPhee, ainda não foi possível retomar a construção. A Vale continua a discutir o projeto com a comunidade e o atraso ainda não afetou o cronograma do projeto geral, disse ele.

'As negociações estão acontecendo e há janelas que vão se fechar com o passar do tempo', disse ele.

'Mas nesse momento, ainda conseguimos avançar no duto e terminá-lo a tempo para que o projeto atinja o cronograma que temos'.

A Vale adquiriu Goro quando comprou a canadense Inco em 2006. Quando atingir a capacidade total, Goro deve produzir 60 mil toneladas de níquel por ano.

O níquel à vista era negociado por volta de 20,850 dólares a tonelada na quarta-feira, queda de 21 por cento até agora neste ano, e cerca de 60 por cento abaixo do seu pico em 2006.

A queda de preço levou a rival Xstrata Plc a anunciar na semana passada que estava suspendendo as operações em sua mina Falcondo, na República Dominicana.

McPhee afirmou que a Vale não planeja nenhuma atitude parecida, seja com sua produção atual ou projetos, e disse que o ponto de vista da empresa é de que os fundamentos para o preço do níquel estão fortes.

'É nosso trabalho monitorar o mercado de níquel em uma base regular, mas nesse ponto nossos projetos estão prosseguindo', disse ele.

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