Vale nega irregularidades em operação de potássio na Argentina

Mineradora negou acusações do governo da província argentina de Mendoza de que estaria descumprindo normas locais

AE | 16/04/2011 16:24

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A mineradora Vale negou ontem as acusações do governo da província argentina de Mendoza de que estaria descumprindo normas locais no projeto de exploração de potássio Rio Colorado. "A empresa opera sempre em cumprimento das normas legais em vigor e, em particular, as normas de mineração", disse a empresa, em comunicado.

 

A mineradora foi intimada pelo governo de Mendoza a apresentar, em alguns dias, o plano de investimentos do projeto. No comunicado, a Vale explica que realizou investimentos em infraestrutura e equipamentos amplamente superiores ao montante mínimo exigido pelo Código de Mineração de Mendoza.

 

Em 2009, o projeto foi estimado em US$ 4,5 bilhões. No entanto, fonte da Vale disse que, devido à inflação e a ajustes das projeções, esse valor foi atualizado para US$ 5,5 bilhões. Sem mencionar valores, a nota da Vale fez referências à ampliação ao dizer que "está projetado continuar fazendo (os desembolsos comprometidos) e inclusive aumentar significativamente os investimentos destinados a este projeto".

 

O valor exato do investimento deve constar do documento que a companhia prepara para responder à intimação das autoridades. Serão feitas "todas as apresentações legais que forem necessárias e, é assim que, em tempo e forma será apresentado ao governo da Província de Mendoza o Plano de Investimentos para os próximos anos", informou. A companhia também terá de esclarecer questionamentos sobre a contratação de mão de obra e fornecedores da Província.

 

Pessoal

 

O subsecretário de Hidrocarbonetos, Minas e Energia, Walter Vázquez, disse ontem que a Vale não cumpre o compromisso de contratar 75% da mão de obra de empresas locais. A mineradora informou que foram assinados 108 contratos com empresas de Mendoza, por US$ 91,9 milhões. A Vale disse que a contratação de trabalhadores da região passou de 53% para 66% do total, de 2009 a 2011.

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