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Vai passar, avalia Mantega

A forte queda da Bolsa de Valores de São Paulo é um cenário passageiro e tem explicações claras, disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na avaliação dele, a bolsa sofre mais intensamente os efeitos da queda dos preços internacionais das commodities porque nela são negociadas muitas ações de empresas que comercializam esses produtos.

Agência Estado |

Da mesma forma, continuou ele, a bolsa subiu muito quando as ações das empresas de commodities eram as mais valorizadas. "Tem de ver o movimento todo", disse. "Se subiu 100 e cai 40, o saldo ainda é positivo."

O movimento na bolsa também pode ser reflexo do processo de repatriação de capitais, observou o ministro. Investidores estrangeiros podem estar se desfazendo de ações para tapar buracos decorrentes de perdas em outros investimentos. Esse movimento estaria contribuindo também para a alta do dólar ante o real.

O refluxo das commodities é passageiro, disse Mantega, porque houve, de fato, um aumento da demanda mundial. Independentemente das oscilações mais recentes, a tendência é que os preços continuem "mais elevados que no passado".

A mesma avaliação fez o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero. "Essa queda não tem a ver com a economia brasileira", disse, ao explicar que se trata de ajustes nas carteiras dos investidores estrangeiros. Para ele, pelo fato de a economia brasileira estar crescendo apoiada no mercado interno, as conseqüências da queda das commodities não devem ser grandes.

A retração na bolsa foi acompanhada pela elevação do dólar ante o real. Um dia antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, o ministro avaliou que a alta do dólar "não deve afetar a inflação", pois deve ser compensada pela queda das commodities.

Segundo o ministro - que participou ontem do seminário Desenvolvimento econômico: crescimento com distribuição de renda -, a valorização do dólar é mundial. Indagado se o dólar pode ir além de R$ 1,80, Mantega disse que não dá para prever, mas a cotação poderá continuar subindo. "O dólar responde a uma situação de mercado", disse.

Para ele, a tendência de valorização do real chegou ao limite. "De certa forma, é bom porque não vai mais atrapalhar o setor exportador brasileiro", disse. A valorização do dólar deve permitir ao Brasil exportar mais produtos manufaturados.

Para Mantega, o Brasil é forte nesse segmento e interessa mais vender mais carros, aviões, eletroeletrônicos, bens de capital e caminhões. "Essa nova tendência do câmbio é altamente favorável para melhorarmos as contas externas. Eu espero aumentar as exportações de manufaturados, que é o que queríamos fazer."

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