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V. Leopoldina tem agora problemas em fim de semana

Cercada por prédios em construção, edifícios de alto padrão e pessoas morando em barracos improvisados nas calçadas das ruas estreitas, a então degradada pela ocupação de galpões Vila Leopoldina, na zona oeste, passou a ser um dos bairros mais valorizados da cidade. São cerca de 170 mil habitantes.

Agência Estado |

Morador da região há 60 anos, José Benedito Morelli, presidente do Conselho das Associações de Moradores, diz que os empreendedores descobriram o local em 2004, quando começou o boom imobiliário. Dados da Embraesp apontam que foram lançados 30 empreendimentos nos últimos dois anos. Até as pizzarias vieram na cola dos prédios. Eram três, agora são 47.

"Hoje, vamos dormir com uma vizinhança e acordamos com outra", afirma Morelli. Segundo ele, os congestionamentos já acontecem até nos fins de semana, dias em que o bairro era tranqüilo. Boa parte dos prédios está sendo construída em vias que dão acesso à Marginal do Pinheiros. Aliás, a facilidade de acesso é uma das propagandas das incorporadoras para seduzir compradores.

"Não somos contra o progresso e muito menos contra novos vizinhos, que são bem-vindos, mas o que questionamos é que tudo isso acontece sem planejamento urbano e social." Outro morador, que prefere não ser identificado, reclama que a compra dos terrenos pelas construtoras e o preço das residências colocaram a parcela mais pobre do bairro literalmente na rua. "Estão se formando favelas por causa da falta de um crescimento ordenado."

Uma área de 33 mil metros quadrados, que pelo Plano Diretor deveria ser destinada a habitação social, foi comprada por uma construtora que se valeu de brechas na lei. No local, serão construídos apartamentos de quatro suítes e um bosque.

Uma reclamação geral dos moradores é a falta de debate com a Prefeitura. "Essas obras são impostas e não há espaço para a discussão com o poder público", reclama o líder comunitário.

Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp, diz que a região tem atualmente imóveis equivalentes aos de bairros nobres. "A Vila Leopoldina não era nada e agora tem preços como o de Moema."

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