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Uso político marca a trajetória do banco

A história da Nossa Caixa, fundada em 1916, sempre foi permeada por escândalos. Ora surgiam acusações de favorecimento de empresas nos financiamentos, ora de desvio de recursos.

Agência Estado |

Um dos presidentes mais controversos do banco, à época Caixa Econômica do Estado de São Paulo, foi Eduardo José de Souza Prianti. Ele ocupou o cargo entre o fim da década de 70 e o começo dos anos 80, nomeado pelo governador da época, Paulo Maluf. Perdeu o cargo depois de uma série de acusações de liberação de financiamentos irregulares para empresas.

O caso resultou em uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Em depoimento, Prianti resumiu a política adotada durante décadas. Disse que em sua gestão o Palácio dos Bandeirantes fez vários pedidos para que o banco facilitasse créditos para empresas e pessoas indicadas pelo governo.

Como governador, em 1983, Franco Montoro mandou investigar os tempos de torneiras abertas do banco - quando foram governadores Maluf e José Maria Marin - e chegou a um número escandaloso: os desvios chegavam a Cr$ 150 milhões (de cruzeiros). Os recursos da caderneta de poupança deveriam ser destinados à construção civil, mas cobriram rombos no Banespa e em aplicações em outros setores, como a Paulipetro.

O problema se repetiu em 1987. O governador Orestes Quércia foi acusado de desviar o dinheiro da casa própria para financiar empresas. Na época, o Sindicato dos Bancários acusou Quércia de contratar 500 pessoas sem concurso. "São afilhados de Quércia", afirmou o sindicato, na ocasião.

Em 1988, outro escândalo. A equipe de Flávio Chaves, presidente do banco, foi acusada de cobrar comissão para liberar financiamentos. Dois anos depois, mais uma bomba. Quatro dias antes de pedir a concordata, a Vega Sopave recebeu um milionário empréstimo.

De tempos em tempos sugiram propostas para que o banco ganhasse outros contornos. Na década de 50 já se falava na federalização das instituições estaduais. O Banco Central voltou à carga nos anos 70 com a proposta de encampar esses bancos. Em 1996, com a crise de muitas instituições financeiras, surge a idéia de fundir o Banespa e a Nossa Caixa. Mário Covas decidiu investir na reestruturação e no ganho de eficiência.

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