O uso diário de broncodilatadores inaláveis com anticolinérgicos para a bronquite crônica e enfisema durante mais de um mês aumenta em 58% o risco de ataques cardíacos e derrame cerebral.O resultado é apontado por um estudo da Wake Forest University, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, com 4.

783 pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), publicado na revista médica americana JAMA.

Os anticolinérgicos são medicamentos que dilatam as vias respiratórias, facilitando a respiração. Os dois medicamentos dessa classe mais prescritos são o brometo de tiotrópio, comercializado com o nome de Spiriva, pela Pfizer, e o brometo de ipratrópio, do laboratório Boehringer Ingelheim, vendido com o nome de Atrovent.

Só o Spiriva, por exemplo, é usado por cerca de 10 milhões de pacientes por ano em todo o mundo. "Precisamos urgentemente de uma reavaliação reguladora da segurança cardiovascular dessa classe de inaladores", afirma um dos autores do estudo, Sonal Singh.

Em nota conjunta, as empresas negam os efeitos adversos dos broncodilatadores e afirmam que pesquisa recente com mais de 6 mil pacientes, em 37 países, durante quatro anos, mostrou a eficácia dos medicamentos.

Ainda segundo a nota, o estudo de Singh apresenta limitações claras por se tratar de uma meta-análise, feita a partir de outros estudos, e por não analisar dados de pacientes individuais.

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