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Usinas se queixam de prejuízos

A maioria das usinas e dos fornecedores de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil trabalha no prejuízo na safra 2008/2009. A causa são preços baixos do açúcar e do álcool, avalia o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank.

Agência Estado |

"Nos últimos três anos não houve aumento do preço do álcool nas médias históricas e nem do da cana-de-açúcar, mas os custos de produção cresceram", disse.

No entanto, de acordo com o executivo, as perspectivas são boas com a exportação de etanol aquecida e o crescimento do consumo do combustível no mercado interno. Dados da Unica apontam que o consumo em julho no Centro-Sul atingiu 1,8 bilhão de litros. Já as exportações devem ser recordes: entre 4,5 bilhões de litros e 5 bilhões de litros no ano. "No geral, o ano não será tão ruim como imaginávamos, os sinais são bons", avaliou.

Para o segundo semestre, os dois principais assuntos da pauta da Unica serão as questões ambientais e a formalização de um protocolo entre governo federal e os cortadores de cana sobre as condições de trabalho e a requalificação profissional, que se torna necessária com a crescente mecanização na colheita.

Jank considerou um retrocesso a proposta estudada pelo governo federal de criar uma Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para a matéria-prima, proposta negociada por produtores nordestinos com o Ministério da Agricultura. "A cana desenvolveu um mecanismo de balizamento de preços que é o mais moderno da agricultura", disse Jank, em seminário sobre o setor.

O mecanismo ao qual ele se refere é o Consecana (Conselho dos Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool), que define os preços pagos pelo setor produtivo pela matéria-prima entregue nas usinas por meio de nove variáveis dos valores de comercialização do açúcar e do álcool. "Introduzir na cana algo que nunca existiu e que nunca resolveu os problemas nas atividades onde existe, que é o preço mínimo, não é inteligente", disse Jank.

Além do Consecana e da regulação do mercado nordestino por meio de contratos entre usineiros e fornecedores - o que não ocorre na maioria das negociações -, Jank citou ainda a busca de mecanismos que garantissem a estocagem de álcool como forma de evitar a volatilidade do preço do combustível e, como conseqüência, da cana. "É necessária a criação de mecanismos que permitam o carregamento de estoques, não só por usineiros, mas por qualquer agente da cadeia. Isso traria uma estabilidade aos preços", avaliou o executivo.

Jank disse ainda que a política de "congelamento" dos preços da gasolina, apesar das constantes altas dos preços no mercado internacional, como um problema estrutural para a volatilidade dos preços do álcool. "Se a gasolina aumentasse, como aconteceu em todo mundo, o álcool acompanharia os reajustes e teria um preço mais remunerador", concluiu.

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