SÃO PAULO - As usinas com projetos de co-geração de energia à base de biomassa vão colocar no sistema elétrico 548 MW médios nos próximos 15 anos. O volume é metade do que foi garantido pelas empresas para participar do primeiro leilão de energia de reserva que terminou há pouco, com a negociação da segunda tranche. Ao todo, 30 usinas que produzem energia por meio do bagaço de cana garantiram uma receita anual de R$ 747,17 milhões. A maior vendedora foi a empresa Tropical Bioenergia.

Na segunda fase, em que os lotes passam a ser garantidos a partir de 2010, 27 usinas venderam 513 MW médios. A receita fixa total dessa segunda tranche ficou em R$ 698,93 milhões que vai entrar neste valor total no caixa das empresas a partir de 2012. É que a venda foi escalonada e em 2010 serão entregues 302 MW médios. O preço máximo negociado foi de R$ 156,04 por MW/h e o mínimo a R$ 148,69 por MW/h. Na primeira fase do leilão, em que foi negociada energia para ser entregue a partir de 2009, apenas três usinas participaram vendendo 35 MW médios e a maior venda foi feita ao preço teto do leilão de R$ 157,00 o MW/h.

Toda essa energia extra colocada no sistema como forma de garantir fornecimento será paga pelos consumidores. A liquidação dos contratos negociados hoje no leilão será feito por intermédio do Encargo de Energia de Reserva que será pago pelos distribuidores e depois repassado às tarifas de energia.

Ao todo 44 usinas tinham se habilitado para participar do leilão e deram garantias físicas para entregar 1.200 MW médios. O leilão foi realizado virtualmente, sendo comandado a partir da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo.

(Josette Goulart | Valor Econômico, para o Valor Online)

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