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Usina divide índios de Mato Grosso e do Pará

Criticada por ambientalistas, representantes de movimentos sociais e lideranças indígenas, a Usina de Belo Monte também divide os povos indígenas de Mato Grosso e do Pará. Em reunião ocorrida em Altamira durante três dias (4,5 e 6 de junho), os ânimos ficaram exaltados.

AE |

Criticada por ambientalistas, representantes de movimentos sociais e lideranças indígenas, a Usina de Belo Monte também divide os povos indígenas de Mato Grosso e do Pará. Em reunião ocorrida em Altamira durante três dias (4,5 e 6 de junho), os ânimos ficaram exaltados. Segundo o cacique kaiapó Megaron Txcurramãe, sobrinho do cacique Raoni, das 11 etnias que participavam do encontro, 7 se declaram a favor da construção: xicrin do bacajá, assurini, kararaô, arawatê, arara do território indígena, laranjal, paracanã e xipaia. Apenas 4 etnias reafirmaram a decisão de manter a resistência contra o empreendimento: kaiapós, juruna, arara de volta grande e tapaiúna, entre 7 mil e 8 mil pessoas. Apesar da divisão, Megaron garante que os índios continuarão a luta porque os que são a favor são minoria, cerca de 2 mil a 3 mil pessoas. A reunião de Altamira foi encerrada com a decisão de que no fim de julho e início de agosto as etnias contrárias à construção da usina vão acampar na Volta Grande do Xingu, onde está prevista a construção do canal que deve expulsar, segundo previsões de estudiosos, pelo menos 2 mil famílias da região. De acordo com Megaron, essas etnias já teriam fechado acordo com a Eletronorte. "Eles falaram que não iriam ficar contra a construção porque já tinham feito acordo com a Eletronorte. Eles estão recebendo combustível, cestas básicas e dinheiro para execução de projetos. Nós avisamos para os outros que vamos acampar e resistir e, ao que tudo indica, eles ficarão contra nós." A Usina de Belo Monte será construída no Rio Xingu, no Pará. Megaron disse que o Xingu nasce em Mato Grosso e a construção vai afetar "o rio em toda constituição e todos que dependem dele serão prejudicados". O rio, que tem 1,8 mil quilômetros, corta o Pará e deságua no Rio Amazonas.

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