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Usiminas estuda dividir ativos em empresas separadas

A Usiminas está iniciando uma reforma administrativa que pode levar à separação das operações da empresa em diferentes unidades de negócio - siderurgia, mineração, logística e distribuição, a princípio. De acordo com o presidente da empresa, Marco Antonio Castello Branco, o objetivo é ampliar a percepção de valor dos ativos da Usiminas, mostrando ao mercado a atuação e o desempenho de cada uma das atividades e sua contribuição para os resultados do grupo.

Agência Estado |

Em um segundo momento, essas unidades de negócio poderiam ser separadas em diferentes empresas, que seriam listadas na Bolsa de Valores. "A riqueza dos ativos da Usiminas não está sendo precificada. Com a separação da gestão, eles ganharão maior visibilidade", justificou o executivo, que participou de uma reunião em São Paulo com analistas e investidores. "O mais difícil é a gestão. A criação de novas empresas é conseqüência", afirmou Castello Branco. Ele, no entanto, descartou a possibilidade de abrir o capital da mineradora J. Mendes, adquirida pela Usiminas em separado, porque isso traria despesas fiscais muito elevadas. Ele destacou que a companhia fará uma análise contábil da separação dos ativos para avaliar em quais áreas a estratégia será vantajosa.

O projeto da Usiminas está em linha com os planos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que também planeja a cisão dos seus ativos, em busca da sua valorização. O primeiro passo da CSN é a venda de parte da mineradora Namisa para um sócio estratégico, que será seguida pela separação dos ativos de aços longos, cimento e logística.

Internacionalização

Castello Branco reiterou ontem que uma das prioridades da Usiminas é o seu plano de internacionalização. O executivo afirmou que a companhia continua interessada em construir ou comprar ativos de laminação no exterior para agregar valor às placas produzidas pela empresa no Brasil. "É nossa obrigação agregar valor porque trabalhar com produtos semi-acabados se mostra uma estratégia arriscada", disse.

Segundo o executivo, as empresas de todo o mundo tendem a suprir sua própria demanda de placas de aço. Por isso, a oportunidade desse mercado está em formar parcerias de longo prazo com clientes e ter operações próprias em laminação no exterior. Para ele, o natural seria crescer nos mercados das Américas e Europa. "Queremos participar de forma ativa da geografia mundial do aço, que está mudando rapidamente", disse.

Apesar dos planos, Castello Branco destacou que a Usiminas "não tem pressa" e que não compensa pagar qualquer preço por ativos no exterior. "Não vamos dar um passo maior do que podemos", disse. Além de procurar ativos com preços vantajosos, a empresa também depende do aumento da sua produção de aço bruto no Brasil para poder abastecer futuras unidades no exterior.

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