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USDA prevê recorde para safra global de trigo;estoques crescem

WASHINGTON (Reuters) - Os produtores de todo o mundo devem colher uma safra recorde de trigo em 2008/09, estimou nesta terça-feira o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que elevou em 1 por cento a sua previsão em relação à projeção do mês passado, o que deve elevar os estoques globais para o seu maior nível em três anos. O USDA projetou a produção global de trigo em um recorde de 670,8 milhões de toneladas, alta de 6,5 milhões de toneladas na comparação com a estimativa do mês passado. Em relação a 2007/08, o mundo deverá produzir 60,2 milhões de toneladas a mais.

Reuters |

Uma safra maior representará um salto nos estoques finais globais, para 136,2 milhões de toneladas, crescimento de 3,1 milhões em relação ao mês passado, o patamar mais alto desde 2005/06.

Analistas previam um aumento na produção global de trigo, uma vez que o tempo tem sido favorável para a promover um aumento na produtividade. Além disso, os preços recordes incitaram os agricultores a expandirem seu plantio.

Um salto na produção dos 27 países integrantes da União Européia, na Índia, Rússia, Ucrânia e nos Estados Unidos mais do que compensou reduções na Argentina e no Afeganistão.

A Argentina, entre os principais exportadores globais, tem sido atingida por seca e por incertezas relacionadas às políticas de exportação do governo, que impediram os produtores de semearem mais.

O Afeganistão tem sofrido uma severa seca e deverá ter a necessidade de elevar as importações de trigo, segundo o USDA.

Enquanto isso, os Estados Unidos, tradicionalmente os maiores exportadores, respondendo por 22 por cento do mercado mundial, devem exportar menos que os 12 países integrantes da ex-União Soviética em 2008/09.

O USDA prevê exportações dos EUA em 08/09 em 27,2 milhões de toneladas, contra 28,3 milhões de toneladas dos países integrantes da ex-União Soviética.

Outros países da região do Mar Negro, a Rússia e a Ucrânia, devem ampliar suas exportações em 08/09. O governo dos EUA elevou a suas estimastivas para cada país em 1 milhão de toneladas em relação à previsão do mês passado: a Rússia deverá exportar 13,5 milhões e a Ucrânia, 8,5 milhões.

Os fornecedores do Mar Negro estão ganhando mercado de exportadores tradicionais como Estados Unidos, Canadá, União Européia, Austrália e Argentina, que respondem geralmente por cerca de 70 por cento do mercado global, considerando a vantagem de frete mais barato para embarcar o produto para países do Norte da África e Oriente Médio.

(Reportagem de Christine Stebbins)

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