Uruguai e Brasil iniciaram em Montevidéu um processo destinado a facilitar o comércio bilateral, e não descartaram deixar de lado o dólar como referência para futuras transações, seguindo o exemplo do acordo assinado entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e da argentina Cristina Kirchner.

"Resgitramos importantes avanços para facilitar o comércio entre os dois países", declarou ao jornal El País o vice-chanceler uruguaio Pedro Vaz, ao fim da reunião da Comissão de Monitoramento Bilateral Brasil-Uruguai, realizada na sede do ministério das Relações Exteriores da capital uruguaia.

O secretário de Comércio do Brasil, Edson Lupatini, disse, por sua vez, que "as exportações de queijos e medicamentos podem entrar novamente no Brasil no curto prazo", enquanto seu país "outorgará autorizações mais longas para que as permissões não expirem no curto prazo".

Avançou-se também a respeito da chance de estabelecer uma "corrente de exportação de barcos e navios do Uruguai para o Brasil", indicou Vaz, acrescentando que também estivram sobre a mesa de negociações o comércio de arroz e pneus entre os dois países.

Representantes brasileiros e uruguaios admitiram, na esfera monetária, considerar a possibilidade da adoção de suas moedas nacionais para realizar o comércio bilateral, da mesma forma como acordaram recentemente Brasil e Argentina.

"O Uruguai observa com muita atenção esse mecanismo, pensando que eventualmente ele poderia facilitar o comércio, embora hoje ainda não tenhamos tomado uma decisão a respeito", disse Vaz.

Lupatini afirmou que o Brasil "está buscando fechar acordos comerciais com qualquer país que tenha como princípio evitar a volatilidade do dólar", e, neste sentido, indicou que esta é "uma boa alternativa que o Brasil está disposto a implantar com o Uruguai".

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