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Unitização de blocos no pré-sal depende de perfurações nas fronteiras das áreas licitadas

RIO - O gerente-executivo de exploração e produção do pré-sal da Petrobras, José Formigli, frisou que a necessidade de unitização de campos na região do pré-sal só poderá ser confirmada depois que as empresas concessionárias furarem poços nas fronteiras dos blocos exploratórios. Perguntado sobre os indícios existentes até o momento, o executivo se limitou a dizer que pode haver áreas que extrapolem o limite atual.

Valor Online |

Com a chegada de mais sondas para perfurar no pré-sal, vamos começar programa extenso delimitando isso, frisou Formigli, que participou hoje do workshop 'Os desafios para a indústria nacional frente às demandas de petróleo e gás', realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

A unitização é prevista pela legislação brasileira e consiste da definição de quanto do petróleo cada concessionária tem direito em caso de reservas que passam por várias áreas de concessão. O gerente-executivo explicou que a Petrobras discute atualmente com a El Paso a unitização de dois campos na área de Camarupim, no mar do Espírito Santo. O reservatório passa por uma área que tem apenas a Petrobras como concessionária e por outra em que a estatal é sócia da El Paso.

Negociamos e vamos colocar a (plataforma flutuante) FPSO Cidade de São Mateus nessa área, que no final desse ano já vai estar com a solução negociada entre Petrobras e El Paso e aprovada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Isso não impediu que o projeto fosse levado adiante e é isso que estamos buscando no pré-sal, ressaltou Formigli, lembrando que negociações semelhantes aconteceram em campos terrestres no Nordeste.

Formigli acrescentou que até o momento os indícios no pré-sal, se não deixam claro a unitização, também não apontam em contrário. O executivo lembrou que, em alguns casos, as reservas no pré-sal são contíguas a áreas ainda não licitadas, o que obrigará a interlocução com a ANP para definir a maneira ideal de exploração. Apesar das incertezas, Formigli não acredita que as discussões possam atrasar a exploração do pré-sal.

O cronograma não será afetado. O que facilita é que só tem dois operadores na área até agora, que são Petrobras e Exxon, disse.

O gerente-executivo confirmou também que o primeiro poço do pré-sal entrará em produção em setembro deste ano. Situado no campo de Jubarte, o poço será conectado na plataforma P-34 e terá capacidade de produzir até 10 mil barris diários, funcionando como teste de longa duração. A acumulação do pré-sal na região foi descoberta sob o chamado Parque das Baleias, no litoral capixaba, onde há diversos campos já licitados.

Demos sorte que já havia uma plataforma lá, a P-34. Vai nos dar a informação sobre a produtividade do que está ali. Aí, a gente vai desenvolver projetos específicos para isso, ressaltou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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