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Brasília, 24 - O Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras certificou nesta semana a primeira unidade, pertencente à empresa Bunge Alimentos. Trata-se de um graneleiro com capacidade estática para 76.

390 toneladas. A medida segue determinação da Lei 9.973/00 e do Decreto 3.855/01. O objetivo é garantir a modernização e a profissionalização do setor de armazenagem no Brasil. As informações são da assessoria de imprensa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para o coordenador do comitê técnico consultivo do sistema, Pedro Beskow, a implantação da certificação estimula melhoria contínua da qualidade dos produtos armazenados. "A certificação segue uma tendência mundial", disse. Os requisitos técnicos para que um armazém seja certificado se prendem a três aspectos principais: existência de equipamentos indispensáveis para a estocagem e a conservação dos produtos em perfeitas condições de uso, o registro das operações que ocorrem dentro das estruturas armazenadoras e o treinamento dos funcionários dos armazéns. "Com a modernização e profissionalização do setor teremos a certeza que as perdas, tanto qualitativas quanto quantitativas serão minimizadas".

Os armazéns brasileiros, pessoas jurídicas, e que prestam serviços remunerados para terceiros, têm até o final do ano para se adequar às regras da lei 9973, que passam a ser obrigatórias a partir de janeiro de 2009. O Comitê avalia nesse momento propostas de prorrogação desta data. Os demais poderão seguir as mesmas regras voluntariamente. O Brasil tem cerca de 16 mil armazéns, com uma capacidade estática total de 125 milhões de toneladas. A partir de janeiro, aproximadamente 75% desta capacidade estática precisará ser certificada. As instalações pertencentes ao governo federal e administradas pela Conab, Ceagesp, Casemg e as estaduais também deverão seguir as mesmas regras da certificação.

A coordenação do Sistema de Certificação de Unidades Armazenadoras é feita pelo Ministério da Agricultura, com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Além da Conab, o Comitê Técnico é formado por representantes de diferentes segmentos do setor no País: os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o Inmetro, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o Centro Nacional de Treinamento em Armazenagem (Centreinar), a Associação Brasileira de Indústria de Máquinas(Abimaq), a Associação Brasileira de Armazéns Oficiais (Abcao), o Sindicato dos Armazéns Gerais Privados e o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea).