Pequim, 23 - A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e produtores de etanol brasileiros começaram movimentos preliminares para entrar no mercado chinês de biocombustíveis, mas várias questões precisam ser resolvidas antes que projetos conjuntos possam ter início, afirmou hoje o presidente da Unica, Marcos Jank, que está em visita à China. Estamos aqui na China para iniciar as discussões.

Isso não ocorrerá em uma semana, isso pode acontecer em um ano", disse ele. Segundo Jank, os problemas que precisam ser superados incluem as pesadas tarifas de importação da China e o fato de que a mistura de etanol e a distribuição no país são controladas por um grupo muito pequeno de empresas.

A China começou a introduzir uma mistura de 10% de etanol à gasolina em algumas partes do país. Mas a introdução da mistura em todo o país exigiria mais etanol do que a produção atual de 2 milhões de toneladas por ano.

"Se a China implantar completamente a mistura de 10% de etanol, o país será um grande mercado no curto prazo", disse Jank. Para que o Brasil comece a exportar para a China, é necessário que questões envolvendo imposto e distribuição sejam resolvidas. A China tem uma tarifa de importação de etanol de 30%. "A tarifa precisa ser suspensa ou reduzida", afirmou ele.

No entanto, como a maior parte do etanol na China é produzida a partir de milho, uma decisão do governo para interromper a produção de etanol a partir de lavouras que servem para alimentação significa que o país precisa encontrar alternativas, e o Brasil pode oferecê-las, segundo Jank. O Brasil é o maior produtor mundial de cana e de etanol de cana.

O próximo passo na possível abertura do mercado chinês deve ocorrer em novembro, quando uma delegação do governo chinês visitará o Brasil para discutir uma possível cooperação entre os dois países. As informações são da Dow Jones.

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