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Unibanco prevê expansão do crédito entre 10% e 15% em 2009

SÃO PAULO - O terceiro trimestre de 2008 deve marcar o fim do ciclo de expansão acelerada da carteira de crédito dos bancos dos últimos cinco anos. Depois de fechar o mês de setembro com um crescimento de 32,9% no saldo da carteira de empréstimos em 12 meses, o Unibanco projeta encerrar o ano com uma expansão entre 30% e 29%.

Valor Online |

Para 2009, a previsão é de que o crédito tenha expansão de 10%, no máximo 15%.

"Não deve ter uma parada brusca, (a desaceleração) vai ser trimestre a trimestre", afirmou Márcio Schettini, vice-presidente de varejo do Unibanco.

Segundo ele, isso vai ocorrer tanto por conta de uma redução na demanda, que foi percebida nos canais de distribuição da instituição, bem como por um aperto nas condições de oferta, com análise mais criteriosa de risco, tanto na pessoa física quanto na jurídica.

O executivo destacou que deve haver uma mudança em todos os aspectos dos empréstimos, que passarão a ter juros maiores, tíquetes menores e prazos mais curtos. "O desempenho agora do quatro trimestre vai sinalizar como será 2009", disse Schettini, em teleconferência com jornalistas.

Ao comentar o crescimento da carteira de crédito de 32,9% do Unibanco nos 12 meses até setembro, para R$ 74,3 bilhões, o vice-presidente da instituição destacou a expansão da carteira de veículos (+58%) e dos empréstimos para pequenas e médias empresas (+39%).

Já depois do fechamento do terceiro trimestre, Schettini disse que a instituição comprou duas carteiras de crédito consignado de bancos menores, usando o incentivo dado pelo governo com a liberação do recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo. Ele revelou ainda que está negociando a aquisição de mais duas carteiras, mas ressalvou que este é um "processo que requer tempo", já que nem sempre os ativos que os bancos querem comprar são os mesmos que estão disponíveis para venda.

Quando os executivos do Unibanco foram questionados sobre o interesse em adquirir outros bancos menores, num possível processo de consolidação diante da crise, o vice-presidente corporativo do Unibanco, Geraldo Travaglia, afirmou que essas operações "não estavam no radar".

De acordo com ele, é mais interessante para a instituição, neste momento, se concentrar na compra de carteiras, em que há mais segurança sobre o objeto da negociação.

(Fernando Torres | Valor Online)

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