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Unibanco nega risco cambial e diz ter liquidez total

SÃO PAULO - O Unibanco foi categórico ao afirmar hoje, em teleconferência com a imprensa, que não possui qualquer risco cambial relacionado com operações de derivativos feitas por clientes. O Unibanco não tem risco de exposição cambial, afirmou o vice-presidente corporativo do Unibanco, Geraldo Travaglia.

Valor Online |

Ao ser questionado sobre o nível de liquidez da instituição, ele disse que é ela "total". "Temos um patrimônio líquido inteiro (de liquidez)", afirmou o executivo, ressaltando que os depósitos na instituição cresceram 57% em 12 meses, em relação ao avanço de 33% dos ativos.

No comunicado em que divulgou seus resultados financeiros trimestrais antecipadamente, o Unibanco revelou que a marcação a mercado da posição de empresas clientes em contratos derivativos de câmbio era de R$ 1 bilhão em 23 de outubro. Isso significa que se esses contratos vencessem nessa data, o banco teria esse montante a receber.

O banco ressaltou, no entanto, que não fica exposto a risco cambial nesse tipo de transação e que sempre que faz uma transação com o cliente, zera o risco com a posição contrária na BM & F. Desta forma, ao mesmo tempo em que tem esse montante a receber, tem uma quantia igual para honrar na bolsa de futuros.

Diante disso, o Unibanco encara o negócio com esses clientes como uma operação de crédito, cujo valor depende das condições de mercado.

Sobre o risco de crédito em relação a essa posição, a instituição ressalta que esse volume de R$ 1 bilhão está dividido entre 33 clientes, o que dá uma média de US$ 30 milhões por contrato. Travaglia destacou ainda que são todas empresas de grande porte, com faturamento entre R$ 500 milhões e R$ 5 bilhões por ano, e exportadoras, que, portanto, tem dólares a receber.

O executivo destacou ainda que são todas empresas com classificação de risco AA e A, as mais altas da escala do Banco Central, e que o montante médio por companhia, de cerca de R$ 30 milhões, é muito pequeno em relação a outros contratos que o próprio banco tem no segmento corporativo em operações de financiamento tradicionais. "Nossa carteira de crédito era de R$ 73 bilhões em setembro, sendo R$ 37 bilhões na área de atacado (grandes empresas)", afirmou, acrescentando que o banco "não foi procurado" por nenhuma das empresas até agora para renegociar contratos.

Ainda falando sobre uma possível inadimplência nesses contratos, ele esclareceu que isso só ocorreria se as empresas não conseguissem pagar o contrato derivativo, se essa dívida fosse renegociada e, mesmo assim, ao longo do tempo, esse empréstimo não fosse honrado. "É uma condição absolutamente desprezível. Estatisticamente muito irrelevante", afirmou.

(Fernando Torres | Valor Online)

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