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Unibanco e AIG desfazem associação após 11 anos

SÃO PAULO (Reuters) - O Unibanco e a seguradora norte-americana AIG assinaram nesta quarta-feira um acordo para promover a permuta de suas participações societárias nos ramos de seguros e previdência no Brasil, o que significa o fim da associação de 11 anos entre as duas instituições no país, informou em nota o banco brasileiro.

Reuters |

Conforme o acordo, o Unibanco assumirá o controle total da Unibanco Seguros. A AIG continuará a trazer seus produtos de seguro ao mercado brasileiro através da empresa AIG Brasil Companhia de Seguros.

"Ambos os grupos continuarão a trabalhar conjuntamente em várias oportunidades de negócios, principalmente nos mercados de grandes riscos e resseguros", disse o comunicado.

Segundo a nota, a Unibanco Seguros & Previdência manterá os seus 1.600 colaboradores e toda a carteira de clientes, que continuarão a desfrutar da mesma estrutura de atendimento e das condições estabelecidas em contrato nos ramos de seguros, previdência e garantia estendida.

"Essa alteração permite que ambos os acionistas busquem oportunidades adicionais enquanto continuam a explorar oportunidades em conjunto", disse na nota o presidente da Unibanco Seguros, Jose Rudge.

"Essa transação gera benefícios importantes tanto para a AIG como para o Unibanco. Ela permite que a AIG estabeleça uma presença independente no mercado brasileiro de seguros e, ao mesmo tempo, mantenha uma relação de negócios com a Unibanco Seguros", disse também no comunicado Hamilton da Silva, presidente da AIG América Latina. "A AIG espera continuar sendo uma fornecedora competitiva de serviços e produtos de seguros, tanto no Brasil como na América Latina."

A AIG foi uma das instituições financeiras dos EUA que foram salvas do colapso com a ajuda do governo. Em meados de setembro, o governo dos EUA anunciou que o Fed de Nova York emprestaria 85 bilhões de dólares à seguradora, na tentativa de salvá-la. Como garantia do empréstimo, o Fed recebeu 79,9 por cento de participação da empresa.

(Por Fabio Murakawa)

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