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Unibanco AIG descarta contaminação

O presidente da Unibanco AIG, José Rudge, afastou qualquer tipo de possibilidade de contaminação da unidade brasileira pelos problemas financeiros da AIG no exterior. Segundo ele, a operação no País é independente e vai continuar funcionando normalmente.

Agência Estado |

Em último caso, porém, o caminho natural seria a compra da participação da seguradora americana na joint venture, criada em 1997. "Posso dizer que estamos bastante atentos às oportunidades que possam surgir neste momento", destacou o executivo, sem querer dar detalhes do acordo entre as instituições.

Ele deixou escapar, entretanto, que o Unibanco tem prioridade no caso de uma possível venda da participação da AIG na joint venture. Hoje, o banco brasileiro detém o controle da operação, com 52% da participação acionária, e também mantém a administração da seguradora. A gigante americana detém 48% da plataforma brasileira.

"Do mesmo jeito que nunca sofremos impactos positivos, também nunca sofremos impactos negativos em relação aos resultados da AIG no exterior. Até porque nós é que pagamos dividendos para AIG, e não o contrário", disse Rudge.

Ontem, a possibilidade de a seguradora americana ter de pedir concordata por não conseguir assegurar US$ 75 bilhões em financiamentos provocou uma corrida de segurados da Unibanco AIG aqui no Brasil. Rudge explica que dedicou o dia apenas para tentar tranqüilizar os clientes da empresa de que não há risco de serem surpreendidos.

"Temos sido o mais transparente possível. Fizemos uma série de comunicados ao longo do dia e conversamos pessoalmente com vários clientes para confortá-los diante das notícias vindas do exterior", disse. Segundo ele, a Unibanco AIG conta hoje 600 mil pessoas com plano de previdência; 400 mil clientes de seguro residencial; 800 mil clientes de apólices de acidentes pessoais; 700 mil seguros de automóvel; 20 milhões de segurados de apólice de garantia estendida (linha branca, linha marrom, entre outros eletroeletrônicos); e 3 milhões de clientes de seguro de vida em grupo. Rudge explica que todos esses clientes têm seus direitos garantidos. "O cliente não tem risco nenhum. Nada muda."

Mas, apesar das garantias de que a unidade brasileira não sofrerá com os solavancos da matriz, o grande temor é que os problemas provoquem queda nas vendas da Unibanco AIG, avaliam fontes do setor. Para essas fontes, a parceria, que no passado agregou valor ao Unibanco e atraiu consumidores, hoje poderá trazer prejuízos para o banco brasileiro. Rudge, no entanto, não acredita que a imagem da Unibanco AIG saia arranhada desse episódio.

Nos últimos anos, a Unibanco AIG tornou-se a quarta maior seguradora do País, com 8% de participação no mercado. A empresa é líder nos ramos de responsabilidade civil de dirigentes, riscos de engenharia, aeronáutico, transportes e garantia estendida. Em 2007, faturou R$ 5,7 bilhões e se transformou na quarta maior operação da AIG no mundo.

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