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União europeia rejeita assumir #145;bancos podres #146;

Um documento sigiloso da Comissão Europeia (CE) revela que a tentativa de criar bancos podres em toda a Europa poderia aprofundar a recessão e ameaçar a sobrevivência da união monetária. Ontem, a CE anunciou a convocação de uma cúpula, para 1º de março, de governos do bloco, divididos sobre como enfrentar a crise.

Agência Estado |

Enquanto isso, o Reino Unido anuncia que está em "recessão profunda" e teme que o Produto Interno Bruto (PIB) encolha até 6%, no pior dos cenários.

O temor da comissão é que um novo pacote de socorro dos bancos possa levar alguns países do bloco a se endividar a ponto de não poderem pagar as dívidas no curto prazo. A preocupação é sobretudo com Espanha, Grécia, Irlanda, Portugal e Itália. "As estimativas de perdas e os cálculos dos orçamentos sugerem que um plano (de compra de "ativos tóxicos") seria muito grande tanto em termos absolutos como em relação ao PIB dos países", diz o documento obtido pelo Estado.

Os europeus não conseguem definir o que fazer com a "parte podre" dos bancos. A sua compra pelos governos é vista como ameaça, já que exigiria empréstimos que não teriam como pagar. A vítima, nesse caso, seria a sobrevivência da moeda única.

"As limitações orçamentárias de alguns Estados membros é evidente", afirma a comissão. Para ela, a compra de ações tóxicas por governos já deixou de ser uma opção em alguns países, em razão do tamanho do prejuízo na comparação com o PIB e diante do volume do orçamento nacional. Os bancos europeus teriam recursos estimados em 41 trilhões.

Para a cúpula de 1º de março, a República Checa, que preside o bloco, insiste que o tema dos bancos podres entre na agenda. Outro ponto da agenda é o surgimento de medidas protecionistas dentro da UE. Uma delas foi a decisão da França de condicionar a ajuda ao setor automotivo. O dinheiro seria apenas dado se as montadoras do país investissem os recursos somente na França.

A República Tcheca conta com uma fábrica da Citroën Peugeot. Ontem mesmo, a montadora anunciou que coraria 11 mil trabalhadores em suas fábricas pelo mundo. A preocupações dos europeus, agora, é de que a Peugeot apenas faça demissões fora de suas fábricas na França, diante do compromisso com o presidente Nicolas Sarkozy.

O Banco da Inglaterra anunciou que o país entrou em "profunda recessão". A queda no PIB no primeiro semestre seria de mais de 4% e poderia chegar a 6%. "A dimensão da crise dependerá do que ocorrer no resto do mundo", afirmou Marvyn King, presidente do BC britânico.

Uma recuperação somente viria no fim de 2011, segundo o pior cenário. Se isso for confirmado, o Reino Unido teria a primeira depressão em 60 anos. Para o governo britânico, a crise pode ser mais profunda que a turbulência dos anos 30.

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