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União Européia reclama de barreiras não tarifárias no Brasil

GENEBRA - A União Européia (UE) sinaliza que agora vai colocar pressão contra o que considera barreiras não tarifárias para suas exportações em mercados como o Brasil, no rastro do novo fiasco na Rodada Doha. Bruxelas alega que seus exportadores perdem dezenas de bilhões de euros com excesso de burocracias, atrasos de liberação das mercadorias nas alfândegas e regulamentações.

Valor Online |

Exemplifica que só na China seu prejuízo seria de 21,4 bilhões de euros por ano.

Entre as barreiras não tarifárias mais importantes economicamente, a UE aponta dificuldades no setor automotivo (incluindo pecas e pneus) no Brasil, China, Índia, Taiwan, Coréia e Indonésia.

Também reclama de dificuldades e exigências não conforme a padrões internacionais para vender equipamentos médicos ao Brasil, Índia, Japão, China e Taiwan. Os setores químicos e farmacêuticos enfrentariam problemas que vão bem além da cobrança de alíquotas na entrada nos mercados.

Bruxelas discute com os Estados Unidos sobre a exigência americana de controlar 100% dos contâiners que entram no território americano por razões de segurança, mas que tem potencial para complicar ainda mais as trocas.

A UE é hoje um bloco que também não cessa de impor empecilhos aos parceiros, antecipando-se a regulamentações no comércio internacional. Um exemplo foi a imposição de rastreabilidade para a carne bovina brasileira, que está sendo seguida mais e mais por outros parceiros.

"O Brasil tem preocupações com dificuldades não tarifarias mas também tarifarias que nossas empresas sofrem no mercado europeu ? ? , reagiu o embaixador brasileiro junto a UE, Ricardo Neiva Tavares.

(Assis Moreira | Valor Econômico para Valor Online)

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