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União Européia prepara barreira ao etanol

Genebra - O Brasil e sete outros países emergentes vão fazer uma queixa oficial contra a União Européia (UE) por causa das exigências ambientais que o bloco pretende implementar para a exportação do etanol, e ameaçam levar o caso aos tribunais da Organização Mundial de Comércio (OMC). O grupo alega que as barreiras que estão sendo preparadas na UE são injustas e congelariam a expansão da produção na América do Sul e na África.

Agência Estado |

Pela proposta européia, a expansão do etanol no Brasil não poderia ocorrer nem no cerrado nem nas matas. Segundo o Itamaraty, a nova lei impediria a ampliação das áreas de cultivo de cana.

O grupo formado por Argentina, Colômbia, Malawi, Moçambique, Serra Leoa, Indonésia, Malásia e Brasil - conhecido informalmente como a Opep dos Biocombustíveis, já que reúne os maiores produtores mundiais - vai entregar uma carta à Comissão européia sugerindo que o bloco não siga adiante com seu projeto. A ameaça vem em um momento de definição da política ambiental européia.

O bloco debate há um ano a criação de um selo ambiental para garantir que o etanol que entrar em seu mercado seja "ecologicamente correto". Os critérios são que o biocombustível contribua para a redução de emissões de CO2 e não destrua áreas de florestas.

O Itamaraty alega que parte da proposta é justificável. Mas se nega a aceitar a proposta de que as áreas de produção sejam limitadas. Na prática, a lei permitiria que apenas zonas no Rio Grande do Sul plantassem cana. Para o Parlamento Europeu, nenhuma zona que possa ser estoque de carbono deve ser cortada. Para os países emergentes, os argumentos ambientais são apenas justificativas para manter os mercados fechados. O chanceler Celso Amorim já deixou claro que não exclui levar o caso à OMC. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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